Política nacional 01/04/2012

“Vai gastar a sola do sapato”.
Presidente do PT-SP, Edinho Silva, sobre Marta Suplicy na campanha de Haddad.

Infeliz no governo, ministro busca porta de saída

O ministro Gilberto Carvalho não permanecerá por muito  tempo na Secretaria Geral da Presidência da República, segundo amigos. Após uma monumental bronca da presidenta Dilma, ele comunicou ao ex-presidente Lula, a quem “representa”, que não aguenta mais. Lula pediu-lhe paciência. Desde então, “escanteado” de reuniões e decisões importantes, Carvalho dá sinais de fadiga nas relações com Dilma.

Desconfiança
Dilma desconfiou que Carvalho é que vaza informações reservadas à imprensa, e passou a fazer reuniões sem ele. Pararam os vazamentos.

Auge da humilhação
Dilma deu bronca humilhante em Gilberto Carvalho, militante católico, após uma declaração dele que abriu crise com a bancada evangélica.

Bullying, não
Segundo relato de amigos, o ministro disse a Lula que não estava no governo para sofrer maus-tratos da presidenta.

Um angustiado
O secretário-geral fez discurso amargo, esta semana, afirmando que ocupar um cargo público traz “muita angústia, muita frustração”.

Financiamento ‘sigiloso’
Corinthiano fanático, Lula não vai gostar da encrenca: o Ministério Público Federal em SP comprou briga com o Banco do Brasil, que se negou a informar as condições do financiamento para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, alegando “sigilo”. O MPF alega que são documentos públicos, envolvendo o BB em empréstimo do BNDES, para a Odebrecht construir o estádio para a Copa de 2014.

Só entre eles
O MPF não aceita a “cláusula de confidencialidade” no financiamento do BB: a União assumiria todos os riscos do negócio com BNDES.

Tem briga
O Ministério Público Federal “tomará as providências legais cabíveis”, caso o BB mantenha o sigilo, explicado num ofício, em março.

Só para trouxas
Todo dia é dia de trouxa: o mensalão será julgado em maio. Acertou quem lembrou hoje é 1º de abril ao ler esta notícia.

Líder em loja de cristais
Além do discurso áspero, o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), parece haver absorvido a delicadeza de papel de embrulhar pregos da presidenta Dilma. Isso não deve acabar bem.

Rindo à toa
O presidente da Frente Agropecuária, Moreira Mendes (PSD-RO), acha que o novo Código Florestal aprovado pelo Senado só é bom para o grande produtor: “O Blairo Maggi é que deve estar rindo à toa”.

En route
Comprado da França, o “São Paulo”, único porta-aviões do Brasil, não deverá mais soltar fumaça ou pegar fogo: a Marinha vai pagar R$ 496 mil pela tradução do manual de manutenção do “museu flutuante”.

Exílio na Europa
Ciro Gomes avisou que se mudará para a Europa caso seu irmão, governador Cid Gomes, apoiar o PT em Fortaleza. E só volta após a eleição. Deve ter recebido herança para custear o exílio europeu…

Panos quentes
No PSDB, a avaliação é que a candidatura de José Serra a prefeito de São Paulo serve para colocar panos quentes no conflito com o mineiro Aécio Neves. Pelo menos, até a escolha do candidato à Presidência.

Marta distante
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) acha que Marta Suplicy vai ajudar “discretamente” a campanha de Fernando Haddad a prefeito: “Ela aparecerá na hora certa”. Falta combinar com a senadora.

PMDB se divide
Vice da Câmara, a deputada Rose de Freitas (ES) tem sido hostilizada no PMDB pelos partidários da candidatura de Henrique Alves (RN) à presidência da Câmara. Ela quer ser alternativa de Dilma à sucessão de Marco Maia, mas a presidenta que deseja alguém do PT.

PCdoB vetado no Acre
Irmãos, o governador Tião Viana e o senador Jorge Viana, do PT, queimaram as pontes com o PCdoB. Preteriram a deputada Perpétua Almeida, líder nas pesquisas, na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

Pensando bem…
…o bicheiro Carlinhos Cachoeira é o novo operador-geral da República.

PODER SEM PUDOR

Má companhia

O governador do Ceará, Virgílio Távora, viajava em 1953 com o “coronel” Mário Leal em avião tão pequeno quanto precário, quando o motor parou. Leal desabafou:
– Coronelzinho, são quatro horas da tarde e, pelo visto, nós ainda vamos ter tempo de jantar com os cão dos inferno!
Távora não gostou, mas, preocupado, não disse nada. Até que o piloto fez o motor funcionar de novo e o avião pousou em paz. Távora cobrou do amigo:
– Por que você disse que nós íamos jantar com os cão dos inferno?
Mário Leal olhou para o céu, coçou o cangote e disse, com todo respeito:
– Excelência, senhor governador, eu sei com quem eu ando…

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