Política Nacional 03/04/12

“Eu já andei muito de ônibus”.
Deputado Chico Vigilante (PT-DF), que deseja
proibir som alto em transporte coletivo.

Flávio Dino denuncia hospital onde filho morreu
O presidente da Embratur, Flávio Dino, pai de Marcelo, que  morreu aos 13 anos durante crise de asma, decidiu entrar  com representação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), acusando o Hospital Santa Lúcia, de Brasília, de descumprir a regulamentação que exige em cada UTI um médico em dedicação integral. Apenas uma médica cuidava de três UTIs, durante a crise de asma do seu filho, e ainda fazia um parto.

Negligência
Flávio Dino informa, na representação, que a crise de asma começou após aplicarem dois remédios. Um deles, com duas horas de atraso.

Socorro tardio
Chamada por uma enfermeira, a médica que fazia parto ainda foi trocar a blusa e somente chegaria ao paciente 20 minutos depois. Era tarde.

Nem no SUS…
Tudo errado: usaram tubo trocado para entubar Marcelo, e o frasco de oxigênio quebrou a rosca, e só havia a mãe do rapaz para segurá-lo.

Muita ruindade
Além da dor pela perda, Flávio Dino ainda convive com insultos anônimos, em seu twitter, de envolvidos na morte do seu filho Marcelo.

Outro escândalo milionário
A revista Época confirmou revelação desta coluna sobre o escândalo no crédito consignado no Ceará. A Promus, que faz empréstimos a 150 mil servidores com exclusividade, movimentando R$ 40 milhões por mês, seria da família de Arialdo de Mello Pinho, chefe da Casa Civil do governador Cid Gomes. A comissão da Promus chega a 19%, suspeita o Ministério Público. A ABC, outra empresa do esquema, opera o cartão único para o servidor, e está registrada no endereço da Promus.

Eles são assim, ó
A Promus está no nome de Zé do Gás, cunhado de Arialdo Pinho, que já foi patrão do ex-deputado Ciro Gomes no Beach Park, em 1994.

O colecionador
Lula ganhou mais um prêmio na Espanha, pela “luta contra a pobreza”. Os bancos também agradecem.

A vida é bela
Longe da militância oposi-cionista e do drama de Demóstenes Torres, o senador Aécio Neves (MG) curte a Páscoa em Paris, com a filha.

Dinheiro não é problema
Mesmo os ministros e advogados mais experientes se espantam com o valor que o bicheiro Carlos Cachoeira estaria pagando ao ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos para defendê-lo: R$ 18 milhões.

Infiltração
Suspeito de facilitar o esquema de contrabando de Carlos Cachoeira no aeroporto de Brasília, Raimundo Costa Ferreira Neto é Assessor II (R$ 11.839,05 por mês) na Diretoria de Administração da Infraero.

Prato servido gelado
No STF, a vingança pode sair do freezer. Além de ter como desafeto o relator, Ricardo Lewandowski, a ministra Rosa Weber não esquece como Demóstenes Torres foi implacável na sabatina dela no Senado.

Sem saída
Para o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), o DEM deveria reconsiderar a fusão com PSDB ou PMDB após escândalo envolvendo Carlinhos Cachoeira: “É melhor retomar o projeto e construir uma nova história”. 

Jogo combinado
No DF, professores estão em greve há 23 dias por um reajuste que não sairá, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal o proíbe, mas o governo do PT nem cogita discutir o caso na Justiça do Trabalho. Para alívio do PT, que disputa este ano eleição para manter o sindicato aparelhado.

Cobrança ao Credit Suisse…
A paulista Indústrias de Papel R. Ramenzoni processa na Suprema Corte de Nova York o Credit Suisse First Boston, sucessor do Banco Garantia, e suas subsidiárias, por suposto sumiço de US$ 500 milhões em títulos da dívida argentina na década de 1990.

…chega a US$ 500 milhões
O processo on-line na Justiça americana diz que o Garantia negou o resgate à empresa em 2010, e não revelou o paradeiro dos títulos. O Credit Suisse processou por “falsa acusação” a Ramenzoni, penalizada pela Receita ao declarar a transação com os títulos.

Beautiful game
Só deu Minas ontem no Congresso americano: dois dirigentes do Sebrae, o secretário especial da Copa, Sérgio Barroso, o vice e uma representante do governo mineiro discutiram futuras parcerias.

Cocoricó
Às vésperas da Páscoa, o Tribunal de Justiça do DF abriu licitação para comprar ovos de galinha ao longo de 2012. Para comer, não para lançar.

PODER SEM PUDOR
Defunto elegante
O senador gaúcho Pinheiro Machado marcou uma visita ao hotel onde estava o seu colega Bernardo Monteiro, no Rio de Janeiro. O anfitrião o recebeu vestindo ceroulas comuns e ele não conteve a observação:
– Bernardo, você precisa estar preparado para morrer na rua. Vista-se de seda por baixo. Seja um cadáver decente.
Pinheiro Machado seria assassinado alguns anos depois, no Hotel dos Estrangeiros, no Rio. Vestia ceroulas de seda.

Claudio Humberto com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
E-mail: [email protected]“>[email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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