Política nacional 11/04/2012

“Quero transformar meu luto em luta”.

Flávio Dino, presidente da Embratur, que perdeu um filho por negligência em hospital.

Governo promove ‘limpa’ no Meio Ambiente
O presidente do Ibama, Kurt Trennepohl, deve ser demtido. Alegará problemas de saúde, mas ele foi mais um da turma da ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) incluído na “limpa” promovida pela Casa Civil, por ordem da presidenta Dilma. Ela avalia que eles negociaram mal o novo Código Florestal, do qual o governo sai desgastado e “derrotado”.
Outro que perdeu o cargo foi o presidente do Instituto Chico Mendes.

Na fila
Mais uma baixa no Meio Am-biente deve ser o secretário nacional de Recursos Hídricos, Nabil Bon-duki, que alegará “motivos pessoais”.

Tem marmelada
Se não é quebra de decoro o futebol com Neymar, ontem, nem precisa colocar lona em cima para a Câmara dos Deputados melhorar o circo.

Assédio explícito
O governo continua em busca da unanimidade. Agora o assedia o senador Paulo Davim (PV-RN). Está cada vez mais difícil resistir.

Panela quente
É grande a pressão para liberar Cachoeira do xilindró. O homem está com a língua indócil, mas desconhece que vivo poderá valer menos.

Para Dilma e Lula
O Planalto pressionou a base alia-da a abrir processo no conselho de ética do Senado contra Demóstenes Torres (GO), e a presidenta Dilma atendeu a Lula ordenando ao telefone que o Senado e a Câmara instalem CPI para investigar os esquemas de Carlinhos Cachoeira. Lula está excitado com a possibilidade de as investigações alcançarem o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), a quem ele detesta.

Pernas curtas
Lula detesta Marconi Perillo porque foi pego na mentira ao afirmar que “não sabia” do mensalão. Perillo contou que o avisara meses antes.

Pode vir quente
O interesse de Dilma nas investigações, expresso aos presidentes do Senado e da Câmara, é mostrar que o governo não tem nada a temer.

Troféu abacaxi
Do senador Antonio Valadares (PSB-SE), após assumir interinamente o conselho de ética contra Demóstenes Torres: “É um grande abacaxi”.

Pela culatra
Foi o próprio senador Demóstenes Torres (GO) quem propôs que relatores de processo no Conselho de Ética sejam escolhidos por meio de sorteio. Não imaginava que ele seria alvo.

Feijão amigo
O Brasil precisará de quase 500 caminhões para embarcar 4.600 toneladas de feijão doados pelo ex-presidente Lula ao povo faminto da Coreia do Norte. Se bobear, os bombásticos ditadores terão indigestão.

Programa africano
Com dinheiro do contribuinte, o deputado Hugo Napoleão (PSD-PI) encurtou a missão ofi-cial na Assembleia da União Interparlamentar em Kampala, Uganda. O colega Maurício Quintela (PR-AL) discursou no lugar dele. Antes do final, quinta (5), foi passear com a mulher alhures.
 
Deixa como está
Obama e Dilma evitaram questões espinhosas como a sua “simpatia” ao Irã, Síria e Cuba. Sinal de que o protagonismo internacional do Brasil continuará aquém da almejada cadeira de Segurança da ONU.

Gafe e mau humor
Obama parou de concordar com a cabeça quando Dilma criticou a “política de expansão monetária” dos EUA, atribuição do Banco Central de lá. O novelista Aguinaldo Silva falou no Twitter do mau humor dela: “Na casa do próprio e fica de cara feia pro lado dele o tempo todo?”

Chute na canela
Ophir Cavalcante (OAB) ironizou José Eduardo Cardozo (Justiça), que culpa advogados pelo vazamento de informações do caso Cachoeira, como se quisessem expor os próprios clientes: “Quando deputado, ele defendia advogados; é mais um a pedir que esqueçam seu passado?”

Tá feia a coisa
Nomeada para dirigir o Centro de Educação Infantil nº 2 de São Sebastião (DF), a professora Marilene Santana se espantou com a falta de estrutura. A assessoria do secretário de Educação, Denílson Bento, disse para ela buscar doações da comunidade (carteiras, mesas etc).

A conta é nossa
Dois carrões do Senado foram ontem às compras na rua das farmácias de Brasília, a 102 Sul. O primeiro, placa nº 16, às 17h. O outro, nº 95, o motorista parou em local proibido e sumiu meia hora. Comprou Doril.

Pensando bem…
…essa CPI do Cachoeira está com cara de cascata.

PODER SEM PUDOR
ACM era dureza
Foi numa greve de motoristas de ônibus, em Salvador, que o falecido senador baiano ACM apelidou de “Waldir Moleza” ou “Waldir Lerdeza” o então governador da Bahia e ex-ministro da Defesa Waldir Pires. Chamado de “Toninho Ternura” ou “Toninho Malvadeza”, dependendo do humor popular ou dos fatos políticos, ACM viveu dias de glória naquela greve, com o povo revoltado gritando nas ruas:
 – Chega de Moleza, queremos Malvadeza!
Tudo o que faltou a Waldir Pires no caos aéreo, durante o governo Lula.

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