Política nacional 12/04/2012

“Eu não vou ficar alimentando isso”.

Deputado Tiririca (PR/SP), desistindo de fingir que é candidato a prefeito de São Paulo.

Governo e oposição já se arrependeram da CPI
Ninguém assume publicamente, mas ontem o arrependimento era perceptível, no Congresso, sobre a criação da CPI do Cachoeira. Políticos de governo e oposição, que na véspera não quiseram pagar o preço de não apoiar a CPI, ontem consideravam seu objeto “genérico demais” para cumprir os objetivos. No começo da noite, o líder do governo, Eduardo Braga (PMDB-AM), e o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), tentavam encontrar uma “solução” para o problema.

Alternativa
Eduardo Braga e Álvaro Dias pareciam tentar convencer um ao outro a buscar alternativa à da CPI do Cachoeira, decisão politicamente difícil.

Que CPI?
Uma opção seria compor a CPI do Cachoeira com parlamentares do baixo clero, de propósito, para fazê-la perder o interesse.

Formato definido
Na hipótese mais provável de criação da CPI mista do Cachoeira, seu presidente será um senador do PMDB e o relator um deputado do PT.

Quem tem medo
Deputados e senadores do governo e da oposição criticavam a CPI, em “off”, e murmuravam em uníssono: “Vai dar merda…”

Enrolado com Cachoeira
Firme no cargo após pedir a um comparsa de Cachoeira, que está preso, o apoio do senador Demóstenes Torres à campanha de Dilma, o subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto, tem uma boquinha de quase R$ 10 mil no conselho de administração da Transpetro. Dilma fez comício com Lula em Goiânia, em 2010. Poderia ter pedido direto ao ex-senador do DEM.

Honra ao mérito
Ex-tesoureiro da UNE, Olavo Noleto ganhou do governo goiano a medalha de “Grande Oficial” e, da Assembleia, o “mérito legislativo”.

Democracia animal
A CPI do Cachoeira deveria se chamar “Para Todos”, a origem do jogo do bicho. Aliás, ontem deu 6, cabra, nos blogs “especializados”.

Força na peruca
Lula se disse “de cabelo em pé” com o escândalo Cachoeira. Ué, ele não está careca?

Governo quer blindar Ideli
O Planalto tenta impedir o depoimento de Ideli Salvatti na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, para explicar suas relações com a Intech Boating, financiadora de sua campanha que ganhou contrato de R$ 31 milhões pela venda de 28 lanchas quando era ministra da Pesca.

‘Por que só eu?’
A convocação de Ideli foi articulada por partidos descontentes com ela e o governo: PR, PP e parcela do PT e do PMDB. Ideli ficou desolada e perguntava por que pouparam Alexandre Padilha (Saúde), e ela não.

Filigrana
O líder do PMDB, Henrique Alves (RN), tenta transformar a convocação de Ideli em convite. Sandro Mabel (PMDB-GO) não vê razão para poupar ministro: “O Parlamento tem de ser respeitado, aqui ninguém morde”.

PAC da Mobilidade…
O senador Gim Argello (PTB-DF) comemora o êxito de sua articulação junto ao Governo Federal: na próxima semana será lançado o PAC da Mobilidade de Brasília, com R$ 2,4 bilhões aplicados em transportes.

...muda face do DF
O PAC da Mobilidade prevê a implantação em Brasília de veí-culos leves sobre trilhos (VLT) e sobre pneus (VLP), expansão das linhas de metrô, estação de metrô na Asa Norte e um túnel em Taguatinga.

Mala mineira
O presidente do Peru, Ollanta Umala, faz demagogia até na desgraça alheia: diante do túnel, na TV, atribuiu o desabamento da mina clandestina no sul aos dirigentes do país que vieram antes dele.

Bate e volta
O deputado e delegado da PF licenciado, Protógenes Queiroz (PCdoB/SP), pediu à Procuradoria-Geral da República informações sobre seu suposto envolvimento com a turma de Carlinhos Cachoeira. No Twitter, culpou a “imprensa golpista” por mostrar conversas “fora do contexto”.

Por nossa conta
O carro oficial do governador do Amapá, um Renault Megane, placa preta, estava estacionado hoje pelas 11h, ontem, na QI 26 do Lago Sul, em Brasília onde funcionaria um escritório de advocacia.

Pensando bem…
…é melhor esquecer que amanhã é sexta-feira 13.

PODER SEM PUDOR
Manhas do Malvadeza
O jornalista Luiz Cláudio Cunha entrevistava ACM, então governador da Bahia, para um perfil na revis-ta Playboy que ganharia um título magnífico, inspirado no filme do baiano em Glauber Rocha: “Deus e o Diabo na terra do Sol”. O almoço estava no final quando o telefone tocou. Era Clóvis Rossi, da Folha. ACM não queria deixar de atender, tampouco falar. Ele já havia parado de comer, mas meteu uma garfada na boca e pegou o telefone:
– Aô, bubo bem? – disse, de boca cheia.
Constrangido, Rossi se desculpou pela interrupção do almoço e desligou.

Assuntos desta notícia

Join the Conversation