Política nacional 14/04/2012

“Lutaremos para que outros Marcelos não morram impunemente”.

Flávio Dino, da Embratur, sobre o indiciamento da médica pela morte do seu filho.

Vaccarezza é o preferido para a relatoria da CPI
O nome preferido de todos os líderes da base aliada para assumir a relatoria da CPI do Cachoeira é o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na Câmara. Além do respeito de todos, os colegas o consideram injustiçado no episódio em que a presidenta Dilma resolveu trocar os líderes do governo na Câmara e no Senado. Político experiente, leal ao PT “lulista”, não será o relator se não quiser.

Ouvindo o chefe
Vaccarezza visitará o amigo Lula segunda (16), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Conversarão sobre a relatoria da CPI.

Definição
O líder da bancada, senador Gim Argello (DF), já definiu: o senador Fernando Collor (AL) será um dos dois representantes do PTB na CPI.

Minoria mesmo
A oposição indicará apenas três dos quinze senadores que vão fazer parte da CPI do Cachoeira. O PMDB e o PT indicarão cinco cada.
    
Sobrevida
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) acredita em “sobrevida” de Demóstenes se tiver apoio do PMDB, “mas ele vai ter de se humilhar”.

Aposentadoria
Na hipótese de cassação de mandato e suspensão dos direitos civis do senador Demóstenes Torres (GO) pelo Supremo Tribunal Federal, o colégio dos procuradores do Ministério Público de Goiás avalia recorrer à Justiça para condená-lo a aposentadoria compulsória do cargo de procurador-geral de Justiça de Goiás. Ele está licenciado desde 2001, quando disputou pela primeira vez uma vaga para o Senado, pelo PFL.

Iceberg
O senador Demóstenes ganhou o apelido de “Titanic” no Senado: é que o naufrágio do gigante “insubmersível” faz 100 anos amanhã (15).

Tá feia a coisa
A GOL nivelou sua qualidade por baixo, com a Webjet, que adquiriu na bacia das almas, e agora cobra pelos lanches vagabundos que serve.

Mãos ao alto
Executivos estrangeiros estão mais seguros na Colômbia que no Brasil, diz a pesquisa anual do Latin Secutity Index. Está em 19° no total.

Longe de lanchas
De um ministro bem humorado, aconselhando a  colega Ideli Salvatti: “Se eu fosse você iria esfriar a cabeça em Santa Catarina, neste fim de semana, pas-seando de lancha…” Resposta: “É ruim, hein?”.

Te conheço?
Apesar de não constar doação da empreiteira à sua campanha, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), teme danos à imagem, pela amizade com o dono da Delta, Fernando Cavendish.

Calor potiguar
Mistério: Márcio Thomaz Bastos tem indo a Mossoró para visitar o seu cliente Carlos Cachoeira, que o STJ manteve preso? Ou manda algum assistente para enfrentar o calor tórrido de 40 graus à sombra?

Estratégia tucana
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), acertou durante almoço com parlamentares, esta semana, que o partido vai atirar no escândalo do mensalão. Quer evitar que CPI de Cachoeira desvie as atenções.

Tom menor
Com a catarata de denún-cias contra quase todos os partidos e cargos, a ordem no PT é “baixar a bola” do entusiasmo pelo “tudo ou nada”. Pelo menos nas redes sociais, os mais inflamados esfriam o tom.

Toque de bola
Na quarta, a família Lewandowski foi destaque. Em Brasília, o carioca Ricardo Lewandowski ofereceu voto bem fundamentado contra aborto de anencéfalos. Na Alemanha, um gol de calcanhar do polonês Robert Lewandowski garantiu a vitória do Borussia Dortmund sobre o Bayern.

Sem piadas
Não se deve fazer piadinhas sobre os fracassos atômicos da Coréia do Norte diante da ex-senadora Emília Fernandes (PT-RS), do grupo de brasileiros ilustres que admiram o regime de Pyongyang. Ela fica brava.

À luz do dia
Após o fim de semana no Rio, a trabalho, um médico precisou voltar no primei-ro avião para Brasília, segunda (9). No Santos Dumont, às 6h da matina, cobraram-lhe na Avianca R$ 1.800 (só um trecho). Ele pensou que era assalto e, cumprindo as recomendações, não reagiu, pagou.

Pensando bem…
…Tiradentes não será o único enforcado no próximo 21 de abril.

PODER SEM PUDOR
Separados pela língua
Recém-filiado ao PTB e derrotado para vereador na capital gaúcha, Cristophen Goulart, neto do ex-presidente João Goulart, alfinetou a prima, num encontro em Porto Alegre:
– Se meu avô Jango estivesse vivo, não estaria no PDT porque era o partido de Brizola.
A deputada estadual Juliana Brizola (PDT-RS) retrucou, incorporando o “espírito” do avô:
– Não posso dizer em que partido meu tio-avô Jango estaria, mas com certeza não seria no partido do Roberto Jefferson.

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