Política nacional 18/04/2012

“Chega uma hora em que o povo cansa da corrupção”.

Ex-presidente FHC e escândalos como Cachoeira, mensalão, Sivam, Cacciola…

Brasil abandona diplomatas em zona de conflito
Policiais e militares armados prenderam ontem em Bamako, capital do Mali, Soumaila Cisse, candidato a presidente, que foi levado em uma ambulância. Toda a operação de sequestro e saque, entre 1h e 3h da madrugada, foi testemunhada pelos vizinhos, diplomatas brasileiros. O Mali sofreu golpe militar em 22 de março, e a situação é de desordem. Diplomatas brasileiros não têm orientação nem proteção do Itamaraty.

Situação crítica
Só um motorista “protege” o embaixador no Mali, Jorge Ramos, sua família e outros brasileiros. Falta luz, e água e comida são racionados.

Só resta Deus
O embaixador obteve autorização para que militares brasileiros em Abidjan (Costa do Marfim) fossem deslocados para Bamako. Em vão.

Ninguém quer sair
Os valentes diplomatas brasileiros em Bamako não querem ser evacuados, e sim protegidos. Como fazem os EUA, com seus marines.

‘Em segurança’
O Itamaraty demorou, mas respondeu: “Os trinta brasileiros estão em segurança”. Deveria se informar melhor junto à embaixada no Mali.

Construtora acusada ainda fatura no Senado
Termina em junho o contrato de R$ 2,1 milhões do Senado com a Delta, a maior construtora do PAC, citada nas gravações de Carlinhos Cachoeira. O contrato de manutenção predial do Prodasen – a secretaria de tecnologia da Casa – é posterior à denúncia, em 2004, do então implacável procurador petista Luiz Francisco de Souza, de que o prédio do portal Interlegis foi superfaturado em R$ 4,7 milhões, favorecendo a Delta, segundo ação no Ministério Público Federal.

Emergência
O Senado alegou “insegurança jurídica” para o contrato emergencial, até que Justiça Federal julgue o mérito das liminares da concorrentes.

Alta sociedade
O procurador questionou a subcontratação da empresa Sociedade Guará, criada no mesmo dia da assinatura do contrato com o Senado.

CPI órfã
O senador Jorge Viana (PT-AC) ironizou ontem as indefinições sobre a CPI da Cachoeira, chamando-a de comissão “sem pai, nem mãe”.

Demóstenes busca apoio
Acusado de envolvimento no esquema do bicheiro Carlos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (GO) tem telefonado para membros do Conselho de Ética do Senado para expor sua defesa e pedir apoio.

Porta da rua
Pais de crianças molestadas por um diplomata iraniano pedófilo vão ao Itamaraty, nesta quarta-feira, pedir punição. É provável que o Itamaraty solicite informalmente ao embaixador do Irã para repatriar o tarado.

Melhor em NY
Diretor do documentário “A Construção de Fernando Henrique”, da TV Câmara, Roberto Stefanelli não colocou os pés no lançamento, que contou com a presença do próprio FHC. Preferiu férias em Nova York.

Culpa do vizinho
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) comemora a aprovação da unificação do ICMS sobre produtos importados: “Esses 900 milhões arrecadados em Santa Catarina foram retirados do porto do Paraná” .

Incentivo à prostituição
Francisco Escórcio (PMDB-MA) propõe cota de passagens aéreas para as mulheres dos deputados: “Estão desestimulando os casamentos”. Paulo Wagner (PV-RN) completou: “E incentivando a prostituição”.

O charuto de Bill
Hillary Clinton virou piada no Twitter por elogiar o “padrão mundial anticorrupção” de Dilma. Teria sido efeito de “cigarrinho de orégano” que ela, igual ao marido, fumou, mas não tragou.

Ciro na CPI
O senador Ciro Nogueira (PI) será um dos cinco representantes do bloco PMDB-PP na CPI do Cachoeira, no Senado. O PMDB indicará outros quatro senadores, incluindo seu líder, Renan Calheiros.

A grande família
O cocaleiro boliviano Evo Morales agradeceu a interferência de Dilma no rolo da OAS por lá, dizendo que ela “é uma mãe”. Desconhece-se o pai, porque o maluquete considera Lula seu “irmão mais velho”.

Pensando bem…
Cachoeira solto e animado é um perigo. Preso e deprimido com a morte da mãe, então…

PODER SEM PUDOR
Lição fulminante
Atual deputado distrital em Brasília, Agaciel Maia (PTC) era diretor-geral do Senado e não hesitou quando soube da morte súbita do senador Onofre Quinan, de Goiás. E tocou o telefone para o então presidente da Casa, Antônio Carlos Magalhães, às 6h da manhã.
– Estou ligando para comunicar a morte do senador Onofre Quinan.
Na outra ponta da linha, tonto de sono, mas já irritado, ACM devolveu:
– Sim, Agaciel, e o que é que eu posso fazer?!
Agaciel Maia aprendeu que não se deve tirar um baia-no da cama tão cedo.

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