Política nacional 19/04/2012

“Não dá nem para ler, pois são todos carimbados, iguais”.

Ministro Marco Aurélio (STF) e as muitas mensagens sobre mensalão para seu e-mail.

Na Papuda, contraventor reencontra sua turma
O bicheiro Carlos Cachoeira, transferido nesta quarta-feira para o presídio da Papuda, em Brasília, divide a cela de 12 metros quadrados com seu assessor direto na quadrilha e responsável pela exploração de casas de jogos no entorno do DF, José Olímpio de Queiroga Neto, “Zé Olímpio”, também preso na Operação Monte Carlo. O terceiro na cela é Wellington de Queiroga. Todos estavam no presídio de Mossoró (RN).

Separação
Na Papuda, presos federais de nível superior de escolaridade ficam no mesmo espaço e não se misturam com a população carcerária.

Três refeições
Na Papuda, os presos são bem alimentados: recebem três refeições e têm de duas a quatro horas de banho de sol por dia.

Dia de visita
Cachoeira e demais presos da Papuda podem receber visitas às quartas e quintas, das 9h às 17h, com direito a visita íntima do cônjuge.

Medo coletivo
Do senador Sérgio de Souza (PMDB-PR) sobre o burburinho intenso nos corredores do Congresso Nacional: “Está todo mundo com medo”.

Contador de Cachoeira
Órgãos de inteligência trabalham com a informação de que Giovani Pereira da Silva, contador do bicheiro Carlos Cachoeira, pode ter fugido do país, por esse motivo é possível que a Polícia Federal e o Ministério Público solicitem à Justiça a expedição de mandado internacio-nal de captura contra ele. Cachoeira, agora preso na Papuda, teria interesses em Miami, por isso o contador fugitivo poderia estar escondido por lá.

Único a escapar
O contador do contraventor Cachoeira é o único dos 35 mandados de prisão que a PF ainda não cumpriu, na Operação Monte Carlo.

Tudo documentado
Cachoeira é tido em Goiás como alguém que documenta e grava tudo compulsivamente. E seu contador teria cópia desse arquivo valioso.

Arquivo vivo
Suspeita-se que o contador, fiel depositário dos arquivos implacáveis de Cachoeira, faria uso deles caso o chefe sofresse “represálias”.

PSB veta senador em CPI
O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, vetou o senador Rodrigo Rollemberg (DF) na CPI do Cachoeira. Quer evitar que se desgaste ainda mais a aliança com Agnelo Queiroz, em cujo governo o PSB comanda duas secretarias: Agricultura e Turismo.

Trombada socialista
Já em campanha para o governo do DF, Rollemberg parece disposto a trombar com o presidente do PSB: “Não será por decisão de Eduardo Campos que vou participar ou não da CPI. A decisão é da bancada”.

Largada oficial
O líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), anunciou em jantar com sua bancada, terça (16), a largada na disputa pela presidência da Câmara. As eleições acontecerão no início de 2013.

Ato de vandalismo
O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) vai representar contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE) por vandalismo: “Ele arrancou cartazes pela CPI da Privataria Tucana que estavam no meu gabinete”.

Escolhidos
O líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), negou ao deputado Antonio Reguffe (DF) sua pretensão de integrar a CPI do Cachoeira. Miro Teixeira (RJ) e Vieira da Cunha (RS) representarão o partido.

Luxo amazônico
O Ministério Público do Amapá processa por improbidade deputados estaduais suspeitos de receberem diárias superfaturadas. Moisés Souza Jr., presidente da Assembleia, Júnior Favacho, Edinho Duarte e Michel JK recebiam diárias de até R$ 3.607. A de senador é R$ 581.

Serenidade
Ao contrário de Íris Araújo (PMDB-GO), adversária do governador Marconi Perillo (PSDB), o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) garante isenção na CPI: “Na condição de juiz, é preciso ter serenidade”.

Tucanos na CPI
O PSDB já escolheu os deputados que farão parte da CPI de Cachoeira: o promotor Carlos Sampaio (SP), o delegado Fernando Francischini (PR), Domingos Sávio (MG), Rogério Marinho (RN).

Sete quedas
No Congresso, contam que a CPI do Cachoeira terá sete quedas. Passará do PT ao PSDB, DEM, PR, PP, PPS e PMDB.

PODER SEM PUDOR
Gargalhando por dentro
Jânio Quadros estava em campanha para presidente, em 1960, e foi a Sete Lagoas (MG) para um comício com Magalhães Pinto, que disputava o governo de Minas contra Tancredo Neves. No comício, os oradores foram recebidos com ovos e vaias. A comitiva seguiu para uma cidade vizinha. No carro, Jânio ficou um tempão esperando que Magalhães Pinto dissesse alguma coisa. Desconfiava que ele estava por trás das vaias e dos ovos. Até que perdeu a paciência com o impassível aliado:
– Os mineiros são terríveis. Quando não riem por fora, riem por dentro…

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