Política nacional 20/04/2012

“Dinheiro sujo não se deposita em conta e malandro sabe disso”.

Senador Álvaro Dias (PSDB/PR) sobre a inutilidade da quebra de sigilo bancário.

Cachoeira ‘representa’ contraventores do país
Com área de atuação concentrada no eixo Goiás-Brasília, o bicheiro Carlos Cachoeira é suspeito de exercer o papel de “representante para o Centro-Oeste” de uma espécie de “pool” nacional de contraventores que exploram bingos, máquinas caçaníqueis, vídeo-pôquer etc em vários estados. Também a Cachoeira caberia a função de organizar o lobby junto ao poder, em Brasília, na defesa dos interesses do “setor”.

Crime organizado
O esquema que financiou o lobby do jogo junto a políticos, suspeitam os investigadores, era financiado por contraventores de todo o país.

Pode, não pode
Na Papuda, Cachoeira pode ver tevê e ler livros, mas não pe-riódicos ou usar tablets. Celulares, nem pensar. Tampouco ele iria querer mesmo…

Eterno retorno
Vale lembrar, em tempos muito estranhos de CPI: um dos acusados da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, fugiu da cadeia.

Selva jurídica
O curioso passeio da onça perto do Superior Tribunal de Justiça, esta semana, era hora de ela beber água na cachoeira?

Lula monta tropa
O ex-presidente Lula começou a montar pessoalmente a “tropa de choque” petista na CPI mista que investigará os esquemas do contraventor Carlinhos Cachoeira. Além querer emplacar o ex-líder do governo Cândido Vaccarezza (SP) na relatoria da comissão, ele articula a indicação, como membros, dos petistas Carlos Zarattini (SP), André Vargas (PR), Ricardo Berzoini (SP) e Henrique Fontana (RS).

Planalto contra Lula
A ministra Ideli Salvatti e o líder do governo, Arlindo Chinaglia, vetam Vaccarezza e querem Odair Cunha (PT-MG) como relator da CPI.

Fila petista
Também tentam vaga na CPI os petistas Policarpo (DF), Vicente Cândido (SP), Marina Santana (GO) e Alessandro Molon (RJ).

Nunca antes…
Para o líder do PMDB, Henrique Alves (RN), “nunca a instalação de CPI no Congresso foi tão ágil, tão unânime e justo no pe-ríodo eleitoral”.

Um homem livre
O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, fez grande elogio ontem ao que chamou de “jurisprudência da liberdade” na trajetória do novo presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto.

Avisa lá
Ex-assessor de Palocci e citado na CPI dos Bingos, Rogério Buratti avisou no Twitter que “nunca ouviu falar de Cachoeira, nem disse que teria doado dinheiro ao PT”. À CPI, atribuiu a informação ao finado ex-assessor Ralph Barquette: “R$ 2 milhões de empresas de jogo”.

Jilmar sem tato
O líder do PT, Jilmar Tatto (SP), gerou confusão ao emendar outro assunto com a leitura do pedido de abertura da CPI de Cachoeira ontem. Parlamentares reagiram: “Ele realmente não tem o menor tato”.

Oposição mista
O PSDB no Senado deu vagas na CPI aos tucanos Aloizio Nunes (SP), Cássio Cunha Lima (PB) e Alvaro Dias (PR); e cedeu duas para Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Não desiste
Inconformado com o veto do PR, o deputado Anthony Garotinho (RJ) pressiona o deputado Ronaldo Fonseca (DF) a ceder sua cadeira de suplente na CPI do Cachoeira. O titular será Maurício Quintella (AL).

Delação impossível
O senador Pedro Taques (PDT) não acredita na possibilidade de o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso na Papuda, pedir delação premiada: “Por isso contrataram advogado de R$ 15 milhões”.

Copa e cozina
Só a pressa explica tal imperfeição de Dilma, contratando a Delta para obras no aeroporto de Guarulhos (SP), sem licitação e questionadas na Justiça. O teto desabou na inauguração, em dezembro.

3ª Marcha será amanhã
Ao celebrar 52 anos, sábado (21), Brasília fará a 3ª Marcha Contra a Corrupção, pelo fim do voto secreto no Congresso, 10% da receita da União para a saúde, julgamento do “mensalão” e Ficha Limpa para todos os cargos públicos. Começa às 10h, no Museu Nacional.

Pergunta no ambulatório Vai ter anestesia para todo mundo na CPI do “doa a quem doer”?

PODER SEM PUDOR
O fogo da juventude
Eliseu Resende, que morreria aos 81 anos no primeiro dia de 2011, era candidato ao governo de Minas, em 1982, contra Tancredo Neves. Inexperiente, cometeu um erro ao criticar a idade do adversário: “Não podemos entregar o Estado a quem, numa idade provecta, não pode sustentar o peso da administração.” Tancredo não passou recibo. Foi à tevê elogiar o rival e acabar com ele:
– Konrad Adenauer deixou o governo da Alemanha aos 80 anos, após reconstruir o país. Já o jovem Nero…

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