Política nacional 27/04/2012

“O bolo precisa crescer para ser repartido depois”.

Presidenta Dilma, plagiando uma velha máxima da ditadura sobre distribuição de renda.

Negócios de ex-auxiliar de Hartung sob suspeita
A Operação Lee Oswald, da Polícia Federal, que prendeu prefeito, vereadores e 15 empresários, descobriu que o presidente Kennedy (ES) era uma espécie de entreposto de negócios suspeitos. Há indícios de que uma empresa que tem como sócio José Teófilo, ex-secretário da Fazenda do governo Paulo Hartung (PMDB), teria sido beneficiada com informação privilegiada: comprou terrenos a preço de banana, no município, para vendê-los poucos dias depois com lucros milionários.

Pulo do gato
Entre a compra e a venda, foram anunciados investimentos de quase R$ 3 bilhões na região, supervalorizando os terrenos de José Teófilo.

Teve mais
Paulo Hartung concedeu milionária isenção fiscal à empresa Ferrous, que comprou os terrenos de José Teófilo, valorizando-os ainda mais.

Estão nos autos
Todas as operações de compra e venda do ex-secretário da Fazenda José Teófilo estão listados no processo da Operação Lee Oswald.

Sem contato
Esta coluna não conseguiu localizar o ex-secretário José Teófilo. Seu partido, PSDB, inclusive informou, como dele, telefones inexistentes.

Pagot acusa Valdemar, mas o inocentou em 2011
Fora do PR, o ex-diretor-geral do DNIT Luiz Antonio Pagot acusou o “dono” do partido, deputado Valdemar Costa Neto (SP), de ser o agente dos interesses da construtora Delta no órgão. Mas no depoimento que fez ao Senado, em 2011, Pagot negou qualquer interferência de Valdemar, várias vezes denun-ciado na imprensa. Com a corda no pescoço, Pagot poderia ter se salvado da caneta de Dilma.

Brigada
O PT saiu na frente com tropa de choque cibernética no Twitter para “evitar distorção nas nossas posturas”: @PTnaCPMI.

Quentão
Pelo baixo volume dos trabalhos, a CPMI do Cachoeira só vai desaguar mesmo em junho, quando as quadrilhas dançam.

A cor do bolso
Nem os louros de olhos azuis dos EUA entenderam: o Dieese, dos sindicatos, apurou inflação de 10,8%. O IBGE, do governo, 6,2%.

Testemunha ocular
Na decisão polêmica no STF, o ministro Joaquim Barbosa é a prova viva de como é demagógica e desnecessária a exigência de cotas raciais na universidade. Quem se esforça e tem méritos se estabelece.

Convocação geral
Presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO) reage com força sobre convocar o governador do Rio, Sergio Cabral, a depor na CPI de Cachoeira: “Convocar por que, se não há indício de favorecimento? Se for assim, tem de trazer meio mundo, ministro, presidência, o Lula”.

A voz das ruas
O ministro Ricardo Lewandowsky, que é atento à opinião pública, não recebeu ontem o grupo com 58 mil assinaturas pedindo julgamento do mensalão, após audiência confirmada pela Transparência Brasil.

Sem controle
Presidente da CPI do Ecad, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) diz que o órgão “não tem controle”. A CPI apurou acusações de cartel, enriquecimento ilícito, fraude e apropriação indébita.

Licença para 2014
De olho nas eleições a presidente da República de 2014, e com sinais de tédio, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) planeja se licenciar por três meses do Senado para bater pernas país afora.

Cruz ou espada
O PT está entre a cruz e a espada em Campina Grande (PB). Declarou apoio à irmã do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), do PP, e recebe pressão de Vital do Rêgo, da CPI do Cachoeira, para apoiar o PMDB.

Rios de sangue
O deputado Fernando Ferro (PT-PE) cita um clássico de Cazuza para dar o tom da briga no PT pela candidatura a prefeito de Recife: “A nossa briga a gente inventa… vão correr rios de sangue”, completa.

Pizza na certa
Para o ex-senador Wellington Salgado (PMDB), que participou de várias CPIs, a do Cachoeira está fadada à pizza: “Nem a oposição tem interesse, nem o time da governabilidade”.

Pensando bem…
…cachoeira que molha Delta também pode respingar na Camargo Corrêa, Queiroz Galvão…

PODER SEM PUDOR
Cuidados redobrados
Ao saber que estava sendo filmado pelo mesmo cinegrafista que havia flagrado o aspone Marco Aurélio Garcia fazendo top-top, e era entrevistado pela jornalista cuja pergunta resultou no “relaxa e goza” de Marta Suplicy, que era ministra do Turismo, o então senador Renato Casagrande (PSB), hoje governador capixaba, ficou mais cauteloso:
– Acho que não quero mais ficar aqui, não. Tenho de ter mais cuidado ainda com o que falo e o que faço com as mãos…

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