Interesse: a gente não vê por aqui!

Nas últimas semanas pude notar a grande falta de atitude e interesse de alguns profissionais da Segurança Pública da Capital. Muitos nesse momento devem estar intrigados, imaginando o porquê. Vou explicar.

O Centro Avançado em Táticas e Imobilizações (Cati/AC) trouxe a Rio Branco Marcos do Val, presidente do Cati e instrutor da SWAT há 12 anos.  Além dele, vieram os fundadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro para aplicar um curso de progressão em áreas de alto risco.

Uma palestra foi ministrada pelos profissionais sobre a Segurança Pública no Brasil e no mundo, abordando as principais diferenças. Detalhe: era gratuita, podiam participar poli-ciais de todas as áreas, mas poucos compareceram.

É vergonhoso ver que dava até para ‘contar nos dedos’ quantas pessoas participaram da palestra. E a maioria (quase todos) dos participantes fa-ziam parte da Polícia Civil. Quanta falta de interesse daqueles que deve-riam nos dar segurança, combater os crimes e até mesmo salvar nossas vidas. É este povo mesmo que vai proteger a população?

Escrevo sobre isso porque, ao perguntar a um conhecido (que trabalha na polícia) se ele iria participar. Sabe qual foi a resposta dele, caro leitor? “Vou nada, isso é uma besteira!”. Ah, então quer dizer que é besteira investir na Segurança Pública do seu Estado? É besteira obter conhecimentos de novas práticas e sair daquela rotina que não está dando muito certo? É besteira você vestir a farda e não fazer nada pelas pes-soas que pagam o seu salário?

Bom, não estou generalizando, pois, apesar de tudo, existem profissionais de excelência atuando. Mas são poucos e, além disso, o Estado investe bastante. Não custa absolutamente nada tentar rever conceitos, observar onde pode melhorar e aprender coisas novas, porque convenhamos, heroísmo e auto confiança não são suficientes a ninguém…

Aqui fica a minha pergunta: Será que a Segurança Pública do Acre é tão boa, mas tão boa, que não possa ficar melhor? Será que várias coisas devem ser mudadas, inclusive os policiais? É, realmente eu não sei, mas espero que logo respostas sejam dadas.

*Evely Dias é jornalista. e-mail: [email protected]

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