Haitianos que estão em Brasiléia ameaçam ‘suicídio coletivo’, caso sejam deportados

Um grupo de haitianos que está em Brasiléia vive momentos de verdadeiro terror. É que depois de muito sofrimento para chegar ao Brasil, 21 deles receberam a notícia que serão deportados. Eles apelam para a sensibilidade das autoridades brasileiras, alegando que não têm condições de retornar para o Haiti, pois investiram tudo o que tinham para tentar uma ‘vida nova’ em terras brasileiras.

Alguns haitianos chegaram a fazer empréstimos ou venderam suas propriedades. Agora, não sabem o que fazer. Para eles, voltar ao Haiti é continuar no sofrimento e na dor.

Os haitianos chegaram a relatar ao padre Rutemarque Crispim que suas famílias estão sendo ameaçadas por credores e que, se forem obrigados a voltar a seu país, preferem se matar.

Eles garantem que não sabiam da decisão do governo brasileiro de conceder vistos para haitianos na própria embaixada brasileira no Haiti, para que pudessem entrar e permanecer no país.

Quando a presidente Dilma Rousseff tomou a decisão, eles já estavam a caminho do Brasil e só ficaram sabendo da mudança depois que chegaram. Enquanto aguardam ansiosos por uma decisão do governo brasileiro, os imigrantes pedem ajuda das autoridades acreanas.

Eles se baseiam na afirmação do secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que no dia 13 de fevereiro, em entrevista ao portal G1, afirmou que “o governo brasileiro não irá deportar os mais de 340 haitianos que entraram ilegalmente no Brasil após janeiro deste ano”.

O presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos (Unale), deputado Luiz Tchê (PDT), já tomou conhecimento do caso e promete buscar apoio junto ao Ministério da Justiça.

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