Cadê o ‘coelhinho’?

Procura-se um ‘coelhinho’ que nesta Páscoa traga mais do que ovos de chocolate em sua cesta. Um que possa trazer mais felicidade, paz e saúde para a vida de todos. Porque uma vez dotado destas três prerrogativas básicas, todo o restante se conquista.

Procura-se um ‘coelhinho’ que possa fazer as pessoas enxergarem que o feriadão da Semana Santa é muito mais do que dias ociosos. Trata-se de uma data com um significado especial de resgate aos princípios de amor e perdão, maiores patrimônios deixados por Cristo.  

Procura-se um ‘coelhinho’ que seja dotado de exímia sabedoria para fazer as pessoas entenderem que na vida se vence com disciplina, educação e, acima de tudo, ética. Guiar-se por caminhos muito diferentes destes é um atalho para a intraquilidade na consciência.  

Procura-se um ‘coelhinho’ que alerte para todos os acreanos que este é um ano de eleições importante para definir cargos públicos de gestão direta sobre a vida da população. Portanto, é preciso ter muita consciência social e fazer as melhores escolhas na hora de votar.  

Procura-se um ‘coelhinho’ que possa ensinar ao povo do Acre que um jogo beneficente de futebol deve ser só um ‘jogo beneficente de futebol’. Um ato de ajuda e solidariedade. E não que se transforme num palanque político que não contribui em nada para a vida de ninguém.  

Procura-se um ‘coelhinho’ que possa fazer os mais amargurados enxergarem que, diante de todas as tragédias que lhes angustiem, há sempre uma nova sequência de alegrias, pequenas ou grandes, que ainda está por vir. Afinal, é como dizem: ‘nada como um dia após o outro’.  

Procura-se um ‘coelhinho’ que faça o Acre enxergar o tamanho do seu vasto potencial e do seu valor, mas que aprenda a explorá-lo de forma cada vez mais sábia e sustentável. Porque mais do que um presente próspero e rico, é melhor ter um bom futuro garantido.

Agora, se você tem certeza absoluta de que este ‘coelhinho’ não existe, então é melhor rever seus conceitos. O segredo para achá-lo não está em ter convicções plenas sobre a sua inexistência, mas sim em acreditar no contrário. Acreditar no melhor. Porque é fácil dizer que tudo vai dar errado. Todo mundo faz isso. Difícil é apostar que este errado pode mudar para o certo. Isso é ser otimista. E, no fim, só estes ‘otimistas’ é que terão as pistas certas pra achar o ‘coelho’. E a recompensa pela descoberta vai dos anseios de cada um.
Feliz Páscoa a todos!

* Tiago Martinello é jornalista. [email protected]

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