Fiscalizar é preciso!

O que está acontecendo com nossos prefeitos? Essa é a pergunta que venho fazendo há alguns dias. Confesso que ainda consigo me impressionar com as acusações de irregularidades contra prefeitos e ex-prefeitos de municí-pios acreanos.

Não consigo entender como o dinheiro público pode ser utilizado de forma tão irregular como os últimos casos que temos conhecimento, principalmente no interior do Estado, onde existem acusações que recursos públicos foram indevidamente utilizados.

Mas a pergunta que faço é como gestores públicos conseguem agir de forma tão tranquila? A verdade é que esses crimes, quando descobertos, são levados ao conhecimento da população somente muito tempo depois.

A quem cabe fiscalizar as prefeituras? Legislativos Municipais, Ministério Público, Tribunal de Contas? De quem é a responsabilidade? Como que gestores públicos conseguem desviar recursos com tanta facilidade?

Não, as acusações e prisões não aumentaram porque temos uma fiscalização mais rígida não. É que tudo ficou tão fácil, que alguns gestores ultrapassaram todos os limites e, literalmente, exageraram na dose.

Será que a culpa é da nossa legislação, sempre muito lenta e flexível na hora de punir políticos corruptos? Ou da própria população que insiste em eleger pessoas sem compromisso e que não tem compromisso com o povo?

Chega de perguntas, precisamos de respostas. Mas quem irá responder todos esses questionamentos? Creio que o momento é de refletirmos e cobrarmos daqueles que são responsáveis pela fiscalização do dinheiro público.

O certo é que estamos em ano eleitoral, onde teremos a oportunidade de elegermos vereadores (responsáveis pela fiscalização do Executivo e pela elaboração de leis) e prefeitos. Então o importante é olhar para a realidade, visando sempre o futuro.

Chega! Não podemos mais aceitar que recursos públicos sejam utilizados em favor de um grupo, enquanto milhares sofrem por falta de Saúde, Lar, Educação e Segurança. Que os órgãos responsáveis pela fiscalização das prefeituras possam agir com rigor e eficiência.
 
*Rutemberg Crispim é jornalista
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