Cavalo paraguaio?

Em 1933, no primeiro Grande Prêmio Brasil de turfe (corrida de cavalos), o cavalo pernambucano “Mossoró”, de descendência paraguaia, contrariando todas as expectativas, venceu a prova e surpreendeu todos os apostadores da época. A partir de então, a expressão ‘cavalo paraguaio’ não saiu mais dos noticiários esportivos e logo passou a incorporar o vocabulário do futebol nacional.

No esporte mais empolgante do mundo, essa expressão significa: clubes (que não são favoritos a nada) que iniciam o campeonato com tudo, vencendo todas as partidas, se isolando na liderança e depois não apresentam o mesmo rendimento e acabam perdendo a primeira posição para os demais times.

Pois bem. No Campeonato Acreano 2012, será que vamos ter um famoso ‘cavalo paraguaio’? O Independência começou desacreditado, considerado um dos fortes candidatos ao rebaixamento, mas isso até a bola rolar. O Tricolor de Aço mostrou sua força dentro de campo, venceu jogos importantes e chegou à liderança isolada da competição.

Eis que surge o Náuas. Representante do Vale do Juruá, o Cacique não tomou conhecimento do Independência na semana passada e goleou por 4 a 0, em pleno Estádio Arena da Floresta (se bem que isso não faz muita diferença, já que a torcida do Independência tem comparecido em pouquíssimo número).

Eu sei, é cedo pra dizer que o Tricolor não vai mais brigar pelo título. Para o bem do futebol acreano, seria interessante que continue forte, com um time competitivo (apesar da falta de planejamento no início). Há muito tempo o time do Marinho Monte não tem um começo tão bom, e a torcida fica até com receio de que seja ‘momentâneo’.

Para continuar brigando por uma vaga nas semifinais, o Independência precisa voltar a apresentar o bom futebol coletivo dos primeiros jogos, com uma defesa organizada e um ataque competente. Que assim seja.

João Paulo Maia é estudante de Jornalismo da Ufac
Twitter: @jpmaiaa
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