A origem do Dia das Mães

A mais antiga comemoração dos Dia das Mães, dizem os especialistas, é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.

Registro posterior está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, o qual era chamado de “Mothering Day”, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. O “Mothering Day” deu origem ao “mothering cake”, um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

DIA DAS MÃES NOS ESTADOS UNIDOS
Nos Estados Unidos, a americana, Anna Jarvis, iniciou uma campanha para instituir o Dia das Mães. Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe em 1905 e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa.

Anna concordou, com a condição de que a festa fosse extensiva a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A premissa era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

Os pedidos e campanha de Anna Jarvis deram certos e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano.

A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional, foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson daquele país. Após esta iniciativa, mais de 40 países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. 

A LUCRATIVIDADE NO DIA DAS MÃES
Segundo consta, durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. Em memória do dia, as mães, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza.

Assim, durante muitos anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados e a data se tornou um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade.

Apesar de nunca ter sido mãe, Anna sempre afirmava que “o amor de uma mãe é diariamente novo”, por isso, entendia que as pessoas deveriam agradecer frequentemente o amor que recebiam de suas mães. Ela morreu em 1948, aos 84 anos e por muitos anos chegou a receber cartões comemorativos vindos de todos os cantos do mundo.

DIA DAS MÃES NO BRASIL
No Brasil, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

A data passou a ser festejada em nosso país, mas conforme alguns autores, sem nenhuma expressão. Somente no ano de 1932, por ocasião de um “Congresso Feminista” o assunto foi mais firmemente discutido, cabendo à senhora Alice Tibiriçá, à frente de uma comissão de damas, dirigir-se ao então presidente da República Getúlio Vargas, pedindo a oficialização do “Dia das Mães” no Brasil.

O presidente concordou e baixou o Decreto lei n.º 21.366, de 5 de maio de 1932, determinando a comemoração oficial do “Dia das Mães” em todo o país.

Em 1947, o Cardeal Dom Jaime Câmara determinou que na arquidiocese do Rio de Janeiro, se in-cluísse oficialmente no calendário da Igreja Católica a comemoração do “Dia das Mães”, sempre no segundo domingo do mês de maio.

Conforme assegura Duarte (1995), em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo, lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães. A partir daí o hábito de presentear as mães ganhou impulso.

A COMEMORAÇÃO DO DIA DAS MÃES EM ALGUNS PAÍSES
Conforme sugere Barros (2012), nas diferentes partes do mundo a comemoração é feita em dias diferentes: Noruega – 2º domingo de fevereiro; África do Sul – 1º domingo de maio; Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica – 2º domingo de maio; México – 10 de maio; Inglaterra – 4º domingo da Quaresma; Suécia – Último domingo de maio; Argentina – 2º domingo de outubro; Portugal – 1º domingo de maio; e Iugoslávia – 2 semanas antes do Natal.

* Terezinha de Freitas Ferreira é doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo – USP. Professora do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto – Ufac. Consultora Editorial das seguintes revistas científicas: Revista Brasileira em Promoção da Saúde da Unifor e Revista de Saúde.com., da UESB.

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