Política local 08/05/2012

“O whisky é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado”.

(Vinicius de Moraes, poeta)

Respeito, mas discordo
Respeito, mas não concordo com o excesso de zelo do promotor eleitoral Rodrigo Curti em querer dar o tom do que deve ou não deve ser publicado nesta coluna. A liberdade de expressão foi conquistada com muito sacrifício e mortes no Brasil. E até porque uma ou outra nota na imprensa não decide qualquer eleição, quem decide eleição é o voto da população.

Análise errada
Se seguido ao pé da letra o seu pensamento, não se pode mais comentar que um determinado candidato tem mais densidade eleitoral que o outro porque essa notícia vira crime eleitoral.

Sem dolo
Ademais porque nos citados casos não houve dolo em beneficiar, prejudicar esse ou aquele candidato, mas, foram simples comentários secos dentro de uma realidade eleitoral, e só.

Elege alguém?
É completamente fora da rea-lidade dizer que publicar que certo candidato a vereador é um nome forte ou que um vice é bom para determinada chapa pode elegê-los, isso não é verdade.

Sardinha para a brasa
Se comentário na imprensa tivesse o dom de decidir eleição, eleger alguém, eu faria dezenas de elogios à minha pessoa dizendo que sou o melhor nome para prefeito e estava eleito.

Ilação de votos
E não é porque um jornalista faz um comentário de um candidato que se é eleitor do mesmo.

Esse é o foco
Combater a compra de votos que acontece de forma descarada em todas as eleições é o foco que deve ser dado. E isso não se combate pedindo punição para quem emite uma opinião.

Nada mais sagrado
Não existe nada mais sagrado a um jornalista que a liberdade de opinião. O dia que não se puder ter mais opinião livre porque se é punido, é melhor transformar jornais em padarias.

A voz é do povo
Numa eleição, meu caro promotor Rodrigo Curti, a cena principal não deve ficar para a imprensa, para a Justiça Eleitoral, mas para os candidatos e para a população que vai votar.

Outro aspecto
As duas notas em questão citando nomes de candidatos com densidade eleitoral foram gestadas no jornal, que não é concessão pública, o site da GAZETA apenas reproduziu.

Nenhuma influência
É levar para o superlativo pensar que duas notas poderão eleger um prefeito e um vereador num universo de mais de 200 mil eleitores na Capital, algo impossível de acontecer, Dr. Curti.

Nada rotineiro
Não tenho dúvida que a juíza eleitoral, Dra. Manasfi, ao analisar o caso verá que não houve dolo, não foram notas rotineiras (uma vez cada), não decidem a eleição, mas simples opiniões.

Aliado nisso
Mas, no tocante ao combate à compra de votos, uso da máquina pública, montagem de listas eleitorais para pagar eleitores, nisso Dr. Rodrigo Curti, o senhor terá o meu irrestrito apoio.

Torce que dê certo
E no mais torço para que a sua missão de fazer dessa uma eleição limpa dê certo.

Barrado no baile
O ex-vereador Zequinha (PCdoB-Cruzeiro do Sul), que começou como candidato a prefeito, depois quis ser o vice na chapa da FPA a prefeito, não conseguiu nem mel e nem cabaça.

Se quiser
E se o Zequinha quiser participar dessa campanha terá que ser como candidato a vereador.

Negociação em curso
Há uma negociação em curso para que o deputado federal Henrique Afonso (PV) se afaste por 120 dias para que o suplente Léo Brito (PT) assuma interinamente na Câmara Federal.

Teria que adoecer
Só que para justificar o afastamento de 120 dias Henrique Afonso teria que ficar doente.

Quase impossível
Os dirigentes da oposição têm uma missão quase impossível, a de conseguir a unidade em todos os municípios do interior. Plácido de Castro é onde haverá mais complicações.

Todos no bolo
A rodada de pesquisa em todos os municípios do interior está prevista para o próximo dia 10 e será feita pelo sério instituto Delta. Todos os postulantes terão os seus nomes relacionados.

Preto no branco
Será a hora de ver se Paulo Ximenes (PSDB) tem votos em Tarauacá e o professor Emerson (PSDB) tem votos em Brasiléia. Não vale depois dizer que a pesquisa foi forjada.

Ninguém escapa
Até em casos de municípios governados pela oposição como Senador Guiomard, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima e Feijó os seus prefeitos entrarão na pesquisa.

MAIS REAL
O STF decidiu que o uso de algemas é só em casos que o preso represente perigo a integridade do representante da lei. Por isso é inaceitável que o prefeito de Porto Walter, Neuzari Pinheiro, tenha sido conduzido algemado para uma entrevista no interior da penitenciária de Cruzeiro do Sul. A direção da Penal, neste caso, quis ser mais real que o STF.

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