Política nacional 01/05/2012

“Não conheço Cachoeira, nem Dadá, nem Muçum e nem Zacarias”.

Presidente do PRTB, Levy Fidélix, negando envolvimento com Carlinhos Cachoeira.

Dilma quer fim do ‘feudo do PDT’ no Trabalho
A presidenta Dilma Rousseff pretende acabar com o ‘feudo do PDT’ montado pelo ex-ministro Carlos Lupi no Ministério do Trabalho. Durante as negociações que levaram à escolha de Brizola Neto (PDT-RJ) ao comando da pasta, o Planalto impôs a nomeação de secretário-executivo ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), do PT. E também a divisão dos cargos da Força Sindical com outras centrais.

Número 2
Ex-dirigente da CUT e amigo de Lula, o espanhol José Lopez Feijoo é cotado para secretário-executivo. Ele é assessor de Gilberto Carvalho.

Fábrica de sindicato
O Planalto pretende ainda submeter a criação de novos sindicatos ao Conselho Nacional, e não mais à Secretaria de Relações do Trabalho.

Estranhos no paraíso
Cerca de 5,2 milhões de turistas visitaram o Brasil em 2010, segundo o IBGE. Só o museu do Louvre, em Paris, recebe 7 milhões por ano.

Sem forca
O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) foi um dos poucos que bateram ponto no local de trabalho, ontem.

Kakay
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o “kakay”, disse ontem que a acusação do procurador-geral Roberto Gurgel, de que o senador Demóstenes Torres (GO) recebeu um depósito bancário de Carlos Cachoeira no valor de R$ 1 milhão, é ilação baseada em interpretação equivocada de grampos telefônicos editados. “Não houve o depósito, e a quebra do sigilo bancário vai demonstrar isso”, diz ele, que pergunta: “O dr. Gurgel vai fazer meia culpa, após a comprovação do seu erro?”

Prato do dia
Após a Coreia do Norte ganhar feijão, Bangladesh receberá do Brasil 7 mil toneladas de arroz, cerca de US$ 3,3 milhões, através da ONU.

À brasileira
Entraram em pane ontem os telefones da embaixada americana em várias cidades, para informações sobre o novo processo de visto.

Trabalhadores do Brasil
Novo ministro do Trabalho, Brizola Neto apanhou no microblog Twitter: “No Dia do Trabalho, Dilma nomeia quem nunca trabalhou.”

Lupi, uma vergonha
Brizola Neto tentava virar ministro do Trabalho desde março de 2011, enquanto organizava brizolistas históricos para destronar Carlos Lupi da presidência do PDT. Para ele, Lupi sempre envergonhou o partido.

Ajoelhou…
A “vergonha” Carlos Lupi mostrou força: mesmo demitido em dezembro sob denúncias de malfeitorias, ele foi o principal obstáculo à nomeação de Brizola Neto. Só cedeu quando o garotão pediu a bênção a ele.

Conexão Brizola
Irmã de Brizola Neto, a deputada estadual Juliana Brizola (PDT-RS) estava numa praia em Santa Catarina quando soube da nomeação dele, mas disse que 16 dos 23 deputados do PDT “apoiam Carlito”.

Último a saber
O líder do PDT, o deputado André Figueiredo (CE) foi avisado por telefone pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) da nomeação de Brizola Neto para ministro do Trabalho.

O que é isso, companheiro?
O secretário-geral da Central Operária Boliviana ficou uma arara com decreto do governo de feriadão no 1º de Maio, perguntando quanto PIB do país perde por dia com o descanso. Esses bolivianos…

Imprensa de classe
Ignora-se o que um “especialista em Classe C” fará no seminário do Fórum Nacional pela Democratização, sexta (4) em São Paulo, que discutirá “liberdade de expressão e o novo marco regulatório”.

Estratégia semanal
Os parlamentares do PT que integram a CPI mista que investigará o bicheiro Carlinhos Cachoeira acertaram de fazer pelo menos uma reunião semanal para traçar estratégias. A próxima será amanhã.

Semana perdida
O líder do PSD, Guilherme Campos (SP), reclama que “a semana está perdida no Congresso” com feriadão do Dia do Trabalhador. “Vou para cumprir tabela. É uma pena, tem muita coisa importante para votar”.

PODER SEM PUDOR
De cavalo e de sono
Sessão modorrenta, no Senado, mesmo na presidência da mesa Mão Santa (PMDB-PI) fez um discurso de quinze minutos, o que não é permitido pelo regimento. Como sempre, falando de alhos e bugalhos. Citou Calígula, que indicou o cavalo Incitatus para o antigo Senado romano. Mão Santa, língua nem tanto, tem a mania de gritar o nome dos senadores incitando-os a prestar atenção ao seu discurso. Numa dessas, ao gritar algo a um senador meio sonolento e perceber-lhe o susto, Mãe Santa sentenciou:
– Acordou e concordou…

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