Política nacional 05/05/2012

“As ameaças à liberdade de expressão persistem”.

Geraldo Alckmin (PSDB-SP) sobre o novo surto fascista no PT pelo controle da mídia.

Espanhóis acusam Brasil de boicotar alimentos
É grande a insatisfação da indústria agroalimentar da Espanha com o que chama de “travas” à exportação para o Brasil, no momento em que o país precisa sair da grave crise. Sugerem até que há relação com a estatização na marra de empresas espanholas na Argentina e Bolívia. Jaime Palafox, da Federação das Indústrias de Alimentos e Bebidas, listou ao jornal El Economista “todo tipo de dificuldades”.

Viva o boicote
Há dois anos restaurantes de Brasília boicotam produtos espanhóis, em represália aos maus-tratos a brasileiros que viajam a Madri.

Padrinho
Doutor honoris causa em cinco universidades federais, Lula inaugurou novo tipo de cota, depois das raciais: a cota dos sem diploma.

Só com Dilma
O vice-presidente José Alencar morreu há 1 ano sem realizar o maior sonho, que repetia sem parar em público: a queda de juros.  

Psicanalista, não
Profissionais de psicanálise de Brasília se apressam em esclarecer: o médico acusado de racismo não é psicanalista coisa nenhuma.

‘Lambada’ de Dilma
Como distribui broncas sem olhar a quem, a presidenta Dilma criou um incidente ao tratar com rispidez a embaixadora da Colômbia no Brasil, María Elvira Pombo Holguín, em recente visita a Cartagena. Gentil, a embaixadora informou em bom português que o avião já estava pronto para decolar, ao contrário do que haviam dito a Dilma. A presidenta aplicou-lhe uma lambada daquelas, chamando-a até de “incompetente”.

Explicações
A Colômbia pediu explicações informais do esbregue na embaixadora. Ouviu que Dilma se confundiu: achou que era uma diplomata brasileira.

Visita adiada
Aparentemente constrangida com o incidente que provocou, Dilma adiou sua visita a Bogotá, com passagem por Lima (Peru), este mês.

Tema Livre
O “furo” da bronca na embaixadora foi da jornalista Tereza Cuvinel, ex-presidente da EBC, de volta ao batente em grande estilo, em seu blog.

Madame não é fácil
Perguntado há dias se encaminharia um assunto delicado à doce Dilma, um diplomata lotado no Palácio do Planalto respondeu sorrindo: “Já levei três esporros dela hoje, um quarto não fará diferença…”

Questão de imagem
O governador Sérgio Cabral (PMDB) negou à coluna preocupação com sua imagem pelo suposto envolvimento dele com a Delta e Cachoeira. Mas agora só sai de eventos públicos pela porta dos fundos.

Benza-o Deus
Após renunciar ao mandado pela “oração da propina” em Brasília,  ex-deputado Júnior Brunelli (PSC-DF) terá que se entender com sua igreja evangélica, que ameaça expulsá-lo se rezar em falso outra vez.

O inocente
Em entrevista, o ex-ministro Carlos Lupi atribuiu sua demissão às “medidas ousadas”. Nem se lembra que foi condenado pela Comissão de Ética Pública, esqueceu que assessores foram acusados de cobrar propina, apagou da mamoria suas relações com ONGs suspeitas etc.

Ó, coitado!
Suplente de deputado federal, Daniel Mateus (PSL-SP) foi cassado por receber doação do sindicato que presidia, o que a legislação proíbe. Teve até festa de reinauguração do sindicato. Já se fosse empreiteira…

Indeciso
Na CBN do Tocantins – onde recebeu título de cidadão honorário – o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), afirmou ontem que o mensalão existiu, ao contrário de sua defesa no processo, de que “nada prova a existência do mensalão”. Cachoeira é pior, disse ainda.

Terreno na Lua
Na cruzada contra o jornalismo independente, blogs financiados pelo governo divulgaram conversas entre Ca-choeira e outro preso pela PF maquinando publicar esta coluna em site do qual eram só-cios. A coluna jamais recebeu proposta alguma do tal site, nem de jornais goianos.

Na frente
Tão mal na foto quanto o Brasil, o México se adiantou, aprovando por unanimidade a Lei de Proteção a Defensores dos Direitos Humanos e Jornalistas. A rede de TV CNN diz que só falta a sanção presidencial.

Bunker
Já tem apelido a sala supermonitorada no Congresso com os inquéritos das operações Las Vegas e Monte Carlo: “O quarto do pânico”.

PODER SEM PUDOR
Vantagens da soneca
O poeta chileno Pablo Neruda era conhecido pelo hábito de abandonar qualquer coisa, após o almoço, por uma boa soneca. Era candidato a presidente do seu país quando visitou o Brasil. Em uma de suas muitas entrevistas, ele acabaria sendo confrontado com aquele hábito que fazia as delícias dos seus adversários. Neruda respondeu com tranquilidade:
– Claro, vou continuar com a sesta. Enquanto estiver dormindo, a população saberá que não lhe vou fazer nenhum mal.

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