Política nacional 08/05/2012

“Eu mesma tenho o meu dinheiro na poupança, e ele vai ficar lá”.

Presidenta Dilma Rousseff, ao garantir que poupança ainda é um bom negócio.

Situação de Gurgel se deteriora, após visita a CPI
A visita do procurador-geral da República Roberto Gurgel à cúpula da CPI do Cachoeira, dias atrás, repercutiu tão mal que a situação dele apenas piorou junto às forças governistas. A intenção foi tentar se livrar de eventual convocação para depor, como querem o PT e aliados na CPI, para que explique a suposta atitude de não agir após receber as provas coletadas em 2009 pela Operação Vegas, da Polícia Federal.

Conversas fortuitas
A visita de Roberto Gurgel à CPI foi seguida de notícias de autoridades dos três poderes flagradas em “conversas fortuitas” no caso Cachoeira.

Temas proibidos
Segundo parlamentares, Roberto Gurgel citou tais “conversas fortuitas” como exemplos do que não poderá explicitar, em eventual depoimento.

Ameaça velada?
O problema é que a menção a supostas suspeitas sobre autoridades foi interpretada por membros da CPI como “ameaça velada” de Gurgel.

Encruzilhada
Convocado, o procurador-geral terá de dizer só a verdade, sob pena de falso testemunho. Se ficar em silêncio, ele é quem se torna suspeito.

PSDB protege deputado
Apesar das graves denúncias do envolvimento do deputado tucano Carlos Alberto Leréia (GO) no esquema do bicheiro Carlos Cachoeira, de quem ele admite ser “amigo íntimo”, o PSDB até agora não tomou qualquer providência para afastá-lo do partido. Há mais de três semanas, após as primeiras revelações, os tucanos diziam aguardar sua renúncia, sob pena de enfrentar processo de expulsão. Era lorota.

Sem resposta
O deputado Carlos Leréia sequer apresentou explicações ao partido sobre a natureza de seus vínculos com o bicheiro Cachoeira.

Investigado
Carlos Leréia está sendo investigado pela Corregedoria da Câmara e poderá sofrer processo de cassação de mandato.

Havelange, 96
Ainda internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, João Havelange completa 96 anos de idade nesta terça-feira (8).

Sem representação
Para o líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), ventríloquo do rancoroso ex-ministro Carlos Lupi, “alguns parlamentares ainda não se sentem representados” por Brizola Netto no Ministério do Trabalho.

Calado!
Lula está tão empenhado na reeleição do semi-ditador Hugo Chávez, na Venezuela, que deu pito no governador Sérgio Cabral (PMDB), por apoiar publicamente o candidato de oposição, Capriles Radonski, diz o jornal El Universal. A ordem é cerrar fileiras com o amigão porralouca.

Incontrolável
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirmou estar esperançoso  sobre a CPI mista que investiga os esquemas de Carlos Cachoeira: “É uma tarefa quase impossível o governo controlar essa CPI”.  

Pauta positiva
Os líderes Eduardo Braga (governo), Renan Calheiros (PMDB), Valter Pinheiro (PT) e Gim Argello (PTB) vão convidar o ministro Guido Mantega (Fazenda) a explicar no Senado de mudanças na poupança.

Sai do papel
Além da Lei Geral da Copa, os senadores finalmente deverão votar nesta quarta-feira (9) a extinção do 14º e 15º salários dos parlamentares. A matéria ficou engavetada por anos na Casa.

Pergunta no estaleiro
O megalomaníaco ministro Celso Amorim (Defesa), que vai comprar quatro lanchas-patrulha da Colômbia para patrulhar a Amazônia, já consultou a maior expert nacional no assunto, ministra Ideli Salvatti?

Boca em Brasília
O ex-senador Wilson Santia-go (PMDB-PB), que é defensor público, ganhou uma boquinha. Vai receber R$ 6.328 por mês para monitorar processos de interesses do Estado da Paraíba nos tribunais superiores.

Oremos
O deputado Roberto Freire (PPS-SP) virou hit no Twitter, caindo na piada de jornal sobre Dilma mandando imprimir “Lula seja louvado” em nota de R$. A oposição revidou com a hashtag “Lula seja levado”.  

Pensando bem…
…tomara que Hollande, novo presidente da França, não acabe virando Grèce.

PODER SEM PUDOR
Não tem perigo
Homem recatado, Djalma Marinho sempre foi respeitado como um político sábio, no Rio Grande do Norte ou em Brasília. Não era para menos. Certa vez, em campanha no interior, o veterano político acabou atraído para dançar com uma eleitora, numa festa. Um amigo resolveu brincar com a situação, mesmo sabendo do comportamento reto de Marinho:
– Dr. Djalma, e se a sua esposa ficar sabendo disso?
– Minha mulher não acredita em ressurreição, meu caro – respondeu.

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