Exército monta bloqueio na BR 317 e hasteia bandeiras do Brasil e Acre em região de conflito

O Exército brasileiro montou barreiras na região de conflito onde soldados bolivianos teriam expulsado famílias de produtores brasileiros, nas terras da Bolívia de fronteira com Capixaba e Plácido de Castro.
Operação Curare 2

A ação já estava marcada para acontecer neste período do ano, quando o Exército daqui cumpre seu dever legal previsto na Constituição Federal e nas Leis Complementares 97/1999 e 117/2004. Isto é, o Exército passa a ter poder de polícia nas regiões de fronteiras e desenvolve diversas atividades no combate aos crimes fronteiriços.

A operação foi intitulada de ‘Curare’ em alusão ao vocabulário indígena que faz referência a um tipo de veneno usado nas flechas para a caça de subsistência. O Curare é um composto químico orgânico extraído da casca de cipós de plantas encontrados na selva amazônica e que possui intensa e letal ação paralisante. Em outras palavras, o objetivo da operação militar foi o de paralisar as ações criminosas nas regiões da fronteira.

A empreitada aconteceu simultaneamente em Capixaba, Tarauacá, Feijó, Jordão, Santa Rosa do Purus, Assis Brasil e Plácido de Castro.

No caso específico de Capixaba, a operação começou no domingo, 6, com a realização de uma solenidade. Nela, autoridades civis e militares assistiram as bandeiras do Acre e do Brasil serem hasteadas no lado brasileiro, no ramal Brasil/Bolívia, que divide os países.  A cerimônia foi acompanhada de longe por moradores da Vila Rapirã e integrantes das forças da Bolívia.

De acordo com o coronel Danilo Alencar, comandante do 4º Batalhão de Infantaria e Selva, durante a operação será intensificada a vigilância na faixa de fronteira do Acre, por meio de patrulhas terrestres, aéreas e fluviais. Na região, foram montados postos de bloqueio e controle nas estradas e nas calhas dos rios, para a realização de revistas em viaturas e embarcações. Também serão desenvolvidas ações de caráter cívico-social, com destaque para o atendimento médico e odontológico à população destes municípios.

A Operação Curare IV conta com a participação de militares do Exército e de integrantes de órgãos de segurança e fiscalização, como a Polícia Militar/Bope, Polícia Civil, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Ibama, ICMBio e  Funai. “Esse suporte proporciona maior eficiência e rapidez nas ações de repressão, fiscalização e apoio à população” afirmou o Tenente Ramon Bonaparte.

Operação Curare 3

Operação Curare 4

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