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Faz de conta que ainda é cedo

 Resolvi escrever mais uma vez sobre eleições 2014. E neste breve artigo procurarei ser menos específico e mais abrangente em alguns temas que julgo necessário neste contexto político. Abordarei a nomeação do desembargador Adair Longuini como membro e presidente do Tribunal Regional Eleitoral, a indefinição na oposição, a situação neste cenário, enfim, serei objetivo em minha simples avaliação.

 Indo por partes, acredito que a nomeação como presidente do Tribunal Regional Eleitoral, de Adair Longuini não representou o anseio popular. A anulação da eleição de Denise Bonfim pelo pleno do Tribunal de Justiça do Acre deixou um sentimento de impunidade, de que o jogo não foi bem esclarecido. Seria mais sensato terem organizado uma nova eleição e aí sim. Mesmo que tudo tenha corrido dentro da mais justa coerência que se pede em um processo eleitoral, mas não teve o sentimento popular saciado.

 Deixando os magistrados de lado e partido para o campo da política em si, entendo que a oposição não está unida. Só há um consenso dentro da oposição, que parece visível, é o nome do deputado federal Gladson Cameli (PP/AC) ao Senado da República, do contrário, há muita queda de braço, muito egoísmo por parte de alguns. Na verdade ninguém quer ceder. E diria que Gladson Cameli é consenso não porque seus pares são “bonzinhos” e tem seu nome como uma unanimidade. Assim como na situação em que o nome de Tião Viana parecia ter luz própria antes do G7, o nome de Gladson Cameli consegue reunir os atributos de um político jovem, moderno, que consegue dialogar tanto com a oposição, sua casa, quanto com a situação. Para o adversário andar em terras inimigas é para poucos.

 Na minha opinião, o senador Sérgio Petecão deveria avaliar sua candidatura ao governo. Ele tem mais 4 anos de senado. Pode fazer mais um senador pela oposição. Mas respeito sua decisão em se candidatar ao governo. Entretanto, ele não conte com o apoio direto do prefeito Vagner Sales. Ouvi a seguinte frase de um cacique do PMDB: “Vagner Sales vai aonde o partido mandar”. E pelo que se vê nos bastidores, o PMDB tem uma certa afinidade com a candidatura de Márcio Bittar ao governo.

 Quanto à situação não mudo a ideia de que apenas Perpétua Almeida (PC do B) será capaz de tirar a eleição de senador das mãos de Gladson Cameli. Os dois conseguem algo assim bem indecifrável: destaques no meio popular, sem estarem ligados a partidos. Acredito que duas candidaturas pela situação é perca de tempo, dinheiro e inteligência. Quanto ao governo do Estado, penso que é necessário uma ava-liação dos projetos em andamento. São grandes demais para uma sociedade acostumada com coisas simples. Acredito que tudo começa aos poucos. E quem assumir o governo, independente de lados, deve dar continuidade aos projetos já iniciados, pois é dinheiro público investido.

* JOSÉ PINHEIRO é  jornalista.
E-mail: [email protected]