Pular para o conteúdo

Acre atravessa período mais crítico da estação seca

 O Estado está atravessando o período mais crítico de sua estação seca, cuja ocorrência se dá tradicionalmente entre os meses de agosto e setembro. Contando com os índices de umidade relativa do ar mais irrisórios dos últimos quatro anos, chuvas rarefeitas e nível dos rios abaixo das cotas consideradas normais, o risco de incidência de incêndios tem aumentado consideravelmente. Segundo dados da Comissão de Gestão de Riscos Ambientais (Cegdra), foram registrados 613 focos de calor no mês corrente, contra os 452 apontados no mesmo período do ano anterior.

 Para Vera Reis, assessora técnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), não são apenas os fatores climáticos extremos que estão provocando esse aumento, que se deve também à prática de queimadas urbanas, consideradas crimes ambientais sujeitos a penalidades da lei, embora ainda comuns nas cidades acreanas. Outro fator apontado por Vera, baseado em dados do Incra, são as inúmeras invasões que estão ocorrendo principalmente nos assentamentos diferenciados, onde o desmate e a queima são os expedientes mais utilizados pelas famílias ocupantes.

 Entretanto, segundo ainda análises da Cegdra, em relação aos nove estados da Amazônia legal, o Acre tem se mantido entre a sétima e oitava posição no que se refere aos focos de calor registrados, como se pode observar na tabela abaixo. Dos aproximados 33 mil focos observados, apenas uma média de 10% ocorreu no Estado. É importante salientar também que queimadas controladas em áreas de até um hectare para a agricultura familiar têm permissão do Imac para serem realizadas.

 O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e os órgãos de monitoramento e fiscalização federais, estaduais e municipais (Ibama, Imac, Semeia) estão realizando as medidas cabíveis, atuando tanto na formação de novas brigadas contra incêndios como nas ações de acompanhamento em queimadas controladas, procurando, ainda, elaborar as ações educacionais necessárias, visando o esclarecimento da população para um comportamento mais adequado ao pe-ríodo de estiagem. (Secom)