Pular para o conteúdo

Nem maior nem menor

Não há motivos para tanta polêmica ou perda de tempo e energia sobre esta questão da volta ou não do antigo fuso horário do Acre, que veio a tona com a aprovação do projeto de lei pelo Congresso.

Nos próximos 15 dias, a presidente da República deverá sancionar ou vetar o que foi aprovado pelo Congresso e, independentemente, disso, o Acre não será menor ou maior por uma hora a menos ou a mais do horário oficial de Brasília.

Há argumentos válidos dos dois lados sobre a conveniência ou não do antigo e do novo fuso, mas o Estado tem questões e problemas maiores a resolver e é com isso que os diversos segmentos da sociedade devem se preocupar, sobretudo, seus governantes, a classe política e os setores produtivos devem concentrar seus esforços e energia.

Contaminar esta questão com interesses menores ou provincianos mais do que já foi feito até agora não contribui em nada. Mesmo concordando ou discordando do que decidirá em última instância a presidente, os problemas do Estado continuarão a existir e não será com o fuso horário que serão resolvidos.

É preciso um pouco mais de maturidade e responsabilidade, sobretudo, da classe política. A menos que se queira reproduzir aqui as escaramuças da novela Saramandaia.