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Festival Internacional Pachamama mostra identidade amazônica de 18 a 24 de novembro

Pachamama - OL 5O consagrado Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira, em sua 4ª edição, se tornou ibero-americano, com exibição de filmes brasileiros e de países como Espanha, México, Argentina, Peru, Bolívia e Guatemala. Além disso, uma mostra paralela será realizada por meio do projeto Cinema dos Bairros. O festival acontece de 18 a 24 de novembro, com extensa programação e exibição de 50 filmes.

Com objetivo de promover a integração e fortalecimento de uma rede de produtores e consumidores de expressões artísticas diversificadas, que normalmente estão fora dos modelos de distribuição comercial, de forma democrática com acesso gratuito às produções.

“A proposta do Pachamama atende aos amantes do cinema e promove a integração de produtores, diretores, atores e de múltiplas artes. Durante o festival, eles têm acesso à exibição dos filmes que são fora de circuito comercial e vivenciam uma rica troca de conhecimentos nos debates e palestras previstas na programação”, afirma o produtor Sérgio Carvalho.

O festival é realizado no Acre desde 2010, logo após a conclusão das obras da Rodovia Interoceânica, para difundir a produção audiovisual dos países da tríplice fronteira (Brasil, Peru e Bolívia). A partir do ano seguinte, estendeu o conceito para uma discussão ampliada sobre cultura latina e temas de identidades regionais.

Neste ano, o Pachamama está ainda mais internacional e amplia seu alcance ao se unir com o festival chileno de Valdivia e apresentar a categoria Cinema Comunitário, para trabalhos de ficção ou documentários realizados em cinema digital, com duração de 15 minutos.

O diretor de programação, Marcelo Cordeiro, explica que, das mostras, 3 são competitivas. “Temos a participação de 4 curadores. Um do Brasil, outro do Peru e 2 da Bolívia, que nos ajudaram a selecionar os filmes durante 3 meses. Teremos 3 mostras competitivas, e a novidade é a mostra de filme comunitário”, disse.

O grande homenageado nesta edição é o cineasta e ator brasileiro Zé do Caixão, que completa 50 anos de trajetória e vem a Rio Branco para um bate-papo.

Mostra Competitiva de Curtas e Longas-Metragens
O festival teve a inscrição de 300 filmes, de curta e longa duração, de vá-rios estados do Brasil e de países como Espanha, México, Argentina, Peru, Bolívia e Guatemala para esta edição, passando por uma curadoria especializada.

Os selecionados farão parte da Mostra Competitiva de Curtas e Longas-Metragens. A meta é ousada para a região e pretende atingir cerca de 15 mil consumidores de cinema e outras artes integradas a cada edição.

Festival também terá debates e palestras
A proposta não beneficia só os amantes do cinema. Produtores, diretores, atores e de múltiplas artes têm a oportunidade de conviver em um mesmo ambiente onde é possível trocar conhecimentos e saberes de seus fazeres artísticos tanto com a exibição dos filmes, como a partir da realização de debates sobre temas referentes aos interesses das populações da Amazônia e América Latina ou em palestras promovidas durante a semana. (Foto: Odair Leal/ A GAZETA)