Política local 23/01/2014

“Criar é viver duas vezes”.
(Alberto Camus, escritor francês)

Proposta na mesa
Consultado ontem sobre uma candidatura única da oposição, o senador Sérgio Petecão (PSD) disse que só há um meio de ocorrer: “Márcio Bittar (PSDB) para senador e disputariam a indicação numa pesquisa durante os próximos meses, eu, o Henrique Afonso (PV), o Bocalom (PSDB) e o Gladson Cameli (PP), e os dois melhores, um iria para o governo o outro para vice”.

Quadro irreal
Fora deste contexto, disse ontem Sérgio Petecão, não há a mínima possibilidade de uma candidatura única ao governo porque não vou recuar e acho que nem Tião Bocalom.

Por qual motivo?
“Por qual motivo recuar a favor do Márcio Bittar? Tenho um partido, mandato de mais quatro anos, estrutura de campanha, meu partido quer e eu quero disputar o governo”, fulmina.

Podem esquecer
Sérgio Petecão diz que é hora de alguns segmentos da oposição parar com “balões de ensaios”: “candidatura única com o Márcio Bittar ao governo não acontecerá, esqueçam”.

“Ela me respeita”
Sobre notícia de que iria receber um apelo da deputada federal Antonia Lúcia (PSC) para retirar a candidatura e dar apoio ao Márcio Bittar, foi irônico: “não fará, ela me respeita!”.

Elogios fartos
Sérgio Petecão falou à coluna que muito pelo contrário do que se noticia, recebeu foi um telefonema de Antonia Lúcia lhe dando parabéns por manter a candidatura ao governo.

Fechando papo
E acabou a conversa, sendo pragmático: “se o Márcio Bittar quer mesmo a candidatura única para valer e não da boca para fora, desista de disputar o governo e saia candidato ao Senado”.

Convite para vice
Também conversei ontem por telefone com um dos principais assessores de Tião Bocalom (DEM): “temos a proposta para candidatura única, Bocalom ao governo e o Márcio de vice”.

Nem abrir conversa
Segundo esse importante assessor, Tião Bocalom não aceitará nem conversar com ninguém, se o assunto for ele retirar a sua candidatura para apoiar a do Márcio Bittar.

Fora do gabinete
Chega a informação de um deputado do PT que o jornalista Oly Duarte pediu demissão do gabinete do senador Aníbal Diniz (PT), por apoiar um nome não do PT para o Senado.

Questão de liturgia
Para um importante petista a escolha da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) como candidata ao Senado será apenas uma questão de liturgia, pois, a decisão já está tomada.

Será no voto
O método da escolha será cada dirigente de partido da FPA dizer quem quer para candidato ao Senado, se Aníbal Diniz (PT) ou Perpétua Almeida (PCdoB), com essa sendo franca favorita.

Via Juruá
Quem embarca amanhã para mais uma rodada de trabalho e de política no Juruá é o governador Tião Viana. Na eleição passada ganhou na região e tende a repetir a dose.

Trânsito livre
Um dos secretários do governo que mais tem trânsito livre e é elogiada pelos deputados é a chefe do gabinete, Márcia Regina, uma espécie de braço direito do Tião Viana.

Sabe do jogo
Com a sua larga experiência na política o senador Aníbal Diniz (PT) já deve ter a plena consciência de que a sua chance de ser indicado o candidato da FPA é totalmente nula.

Também descartado
Tenho a informação que também está descartado Aníbal Diniz (PT) ser vice de Tião Viana.

Minha opinião
Agora vai a minha opinião: não considero a deputada federal Perpétua Almeida favorita ao Senado, como alguns apregoam, nem endosso a tese que sua escolha unificará a FPA.

Só o que pesa
Só o fato que acho que pesa a favor da sua candidatura a senadora é que o candidato ao cargo não deva sair do PT e que, fora do PT, ela passa a ser o nome mais encorpado na FPA.

Bem menos e bem mais
Acho que ainda a disputa para o governo terá menos dificuldade do que a eleição passada para Tião Via-na, mas, para o Senado, com a candidatura do Gladson Cameli (PP), a parada é dura.

Servindo como exemplo
Essa disputa dentro da oposição está servindo como exemplo de que falta no grupo uma liderança que esteja acima dos interesses individuais e que possa congregar as tendências.

Lideranças com limites
A liderança do Flaviano Melo não vai além do PMDB, a do Glad-son Cameli não passa do limite do PP, a do Márcio Bittar se restringe ao PSDB, Sérgio Petecão ao PSD e Tião Bocalom ao DEM.

Ficou impossível
Exatamente por isso ficou impossível vingar a tese da candidatura única ao governo.

Mais chance
Dos secretários estaduais candidato a deputado estadual, José Reis, dos Pequenos Negócios, vejo como o mais competitivo, porque seu contato é direto com as famílias carentes.

Disputa Apertada
Não existirá na eleição para deputado estadual nenhuma disputa mais apertada do que a que vai acontecer no chapão formado pelo PT e partidos aliados. Para se ter uma ideia são 11 deputados na mesma chapa, sem falar três secretários estaduais e alguns ex-prefeitos. É uma chapa que nenhum candidato pode entrar na disputa pensando em ter menos de 4 mil votos.

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