Política local 28/01/2014

“Cada paixão fala uma língua diferente”.
 (Nicolas Boileau, escritor francês)

Embolou o jogo
Quando Sérgio Petecão (PSD) se lançou candidato ao Senado, ouvi de um publicitário do governo: “entrou numa roubada”. Virou moda na campanha e ganhou a eleição. Por isso não vejam com ironia a candidatura ao Senado do advogado Roberto Duarte (PMN), um jovem, bem relacionado nessa faixa etária. Uma campanha política tem nuances que fogem à lógica.

É uma novidade
Quantos votos terá o Roberto? Vai ganhar ou não? Isso é lá com o eleitor e com a campanha, mas só a sua entrada no jogo já mexeu com todo o tabuleiro do Senado, na FPA e oposição.

Ressurge das cinzas
Com a candidatura de Roberto Duarte a oposição terá dois candidatos. Até aqui tinha Gladson Cameli (PP). Isso faz ressurgir das cinzas a tese de duas candidaturas ao Senado na FPA.

Erro a ser corrigido
Gladson Cameli, como candidato ao Senado, tem cometido um erro de estratégia: se preocupar em demasia em desenterrar a tese morta da candidatura única de Márcio Bittar ao governo.

Criou um ranço
Esqueceu o Gladson que eleição é Lei do Murici, cada um cuida de si. O trabalho de aglutinação num nome único ao governo teria que ser do Márcio Bittar e não dele.

Troco pesado
O troco veio a cavalo e no galope: a coligação PSD-DEM-PRTB-PMN agora tem um candidato a senador, o advogado Roberto Duarte. E com isso deixou ele de correr só na raia da oposição.

Caiu como uma luva
Esse fato novo reacende a tese das duas candidaturas a senador na FPA. É o argumento que faltava ao grupo do senador Aníbal Diniz (PT) para redobrar a defesa que já vinha fazendo.

Foi pelo mote
Em entrevista, ontem, ao “Bom Dia Rio Branco”, o senador Jorge Viana (PT) defendeu que o PT tenha Aníbal Diniz (PT) para o Senado e o PCdoB saia por outro lado com Perpétua Almeida.

Fora de hipótese
Jorge foi incisivo ao dizer que não há justificativa para o PT abrir mão de uma vaga de senador já ocupada pelo partido, possibilidade esta, também, não admitida pela direção nacional.

Não está só
E pelo visto o senador Jorge Viana não está só nessa empreitada, vêm defendendo a mesma tese, ferrenhamente, os deputados federais Taumaturgo Lima (PT) e Sibá Machado (PT).

Bem mais forte
Pelo que tenho visto e ouvido nos últimos dias, a entrada em cena do senador Jorge Viana, tornou mais difícil um consenso em torno da candidatura de Perpétua Almeida (PCdoB).

Apoio importante
Outro apoio importante do Aníbal Diniz é o do bem avaliado prefeito Marcus Alexandre. Não revela, mas, deve estar ainda incomodado com o pouco apoio recebido da Perpétua Almeida.

Ficar como magistrado
Embora tenha a sua preferência, o governador Tião Viana não pode manifestar, tem que agir como um magistrado para intervir só num caso de extremo impasse na definição do imbroglio.

Vai que é tua, Alércio!
Falo do que conheço. Sou do ramo há muito tempo. É muito competitiva a chapa de deputado estadual do PSD. E ficou mais ainda com a entrada de Alércio Dias como candidato à Aleac.

Forte candidato
E posso adiantar que o Alércio vai brigar por uma das vagas de deputado estadual dessa chapa.

Motivo de sobra
Pelos investimentos na região, se explica o fato de ser em Epitaciolândia, onde o governador Tião Viana é melhor avaliado. Bem fez em ficar longe do prefeito André Hassem (PSDB).

Como é que pode?
Leio que na prefeitura de Sena há mais de mil funcionários no seu quadro estatutário. Com o aumento do salário mínimo, o prefeito Mano Rufino vai acabar se limitando a pagar a folha.

Nem tanto, Pereira!
O deputado Geraldo Pereira (PT) descasca em cima dos prefeitos do interior. Tem tranqueiras, concordo, mas escapam alguns. Esquece que sucedem nas prefeituras os tranqueiras do PT.

O iluminista
O ex-deputado federal João Correia, o nosso iluminista, apareceu ontem na reunião do PMN-PSD-DEM-PRTB defendendo várias candidaturas ao governo, mas num pacto de não agressão.

Saco furado
Pela conversa que ouvi de vários candidatos a deputado federal do PP, se houver insistência para que entrem na “chapa da morte” do PSDB-PMDB, abandonam as suas candidaturas.

Salvo-conduto
A explicação eu ouvi ontem de um aliado do Márcio Bittar: “o Márcio está certo em lançar a mulher Márcia Bittar a federal. Sabe ser difícil derrotar o Tião e quer tirar carta de seguro”.

Não é nada
Concordo com o comentário. O Márcio Bittar é um político calejado e sabe que se ficar com ninguém sem mandato na família passa a ser um zero à esquerda nas próximas campanhas.

Como vota o PSDC
O dirigente do PSDC, Osmir Lima, diz que a direção regional já tem posição quando o partido for chamado a opinar pelo Senado: “só não apoiaremos o Aníbal se o PT retirar seu nome”.

O caipirão que deu certo
Quem apostou que o Marcus Alexandre, com seu jeito de caipirão do interior paulista fosse naufragar na prefeitura da Capital perdeu. Até porque sucedia o Raimundo Angelim, que foi um bom prefeito. Marcus é tão bom quanto o Angelim, mas, com uma vantagem: gosta de política e faz política. É direto nos bairros. Por isso, os elogios vêm até dos oposicionistas mais radicais. É raro, muito raro mesmo, ouvir críticas ao seu trabalho até na faladora classe política.

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