Política nacional 04/02/14

“Vamos priorizar o ‘rolezinho’ legislativo”.
Renan Calheiros, presidente do Senado, brincando com os “rolezinhos” de verdade.

Itaú critica contas, mas não quer pagar impostos
O banco Itaú foi ao Fórum de Davos e alertou sobre a fragilidade das contas do governo. De volta ao Brasil, não cumpre sua parte para ajudar o país a resolver seu problema de caixa: anunciou que vai recorrer da multa de R$ 18 bilhões aplicada pela Receita Federal por não pagar impostos devidos na compra do Unibanco, há cinco anos. Desde a operação, o Itaú acumula lucro que já supera R$ 62 bilhões.

Tem mais
Nesta terça-feira (4), ao anunciar o lucro do quarto trimestre de 2013, o total dos ganhos do Itaú deve pular para R$ 65 bilhões.

Que ambiente…
Substituto de Aloizio Mercadante no MEC, o petista José Paim – réu por improbidade – foi o mais aplaudido durante as posses no Planalto.

Peso na convenção
Sob ameaça constante de levar do PT “bola nas costas”, diretórios do PMDB se rebelam no Paraná, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Sul. 

Elogio à sujeira
O governo petista do DF reluta em acabar com o favelão de adoradores de mensaleiros acampados há meses no estacionamento do STF. 

‘Tartaruga’ desafia Justiça e dá espaço ao crime
Policiais militares desafiam a Justiça, que ordenou o fim da “operação tartaruga” no Distrito Federal, mesmo sob ameaça de multa diária de R$ 100 mil para suas entidades. Somente o final de semana, treze assassinatos ocorreram no DF, autorizados pelo corpo mole da PM. À meia-noite de ontem, uma viatura da PM obedeceu à placa de 40km/h, na pista de saída do aeroporto de Brasília, deixando que seguisse sem proteção comitiva da Costa do Marfim que acabara de desembarcar.

Sem obrigação
Oficialmente, a Polícia Militar pôs panos quentes, alegando que não tinha obrigação de fazer a segurança da comitiva. Ah, bom.

Tudo bem
Houve alívio no Itamaraty: a comitiva da Costa do Marfim chegou em segurança. Um incidente internacional daria visibilidade ao motim.

Plantando, dá
Ervas daninhas devem estar atacando os jardins da Presidência da República, que gastou R$ 52,8 mil em herbicidas.

Script ensaiado
Antes de se reunir com a presidenta Dilma para tratar de reforma ministerial, o vice Michel Temer almoçou ontem com o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), no Palácio do Jaburu.

Climão
Presidente do STF e relator do mensalão, Joaquim Barbosa não trocou uma palavra com o vice da Câmara, André Vargas (PT-PR), ao lado de quem ficou sentado na leitura da mensagem de Dilma ao Congresso.

Conversa paralela
A interminável leitura da mensagem da presidenta Dilma ao Congresso pelo jeito não empolgou em nada parlamentares. Além de esvaziado, o evento mais serviu para os poucos presentes colocarem o papo em dia.

Apelação
Para tentar sair do charco onde se meteu, sob denúncias de corrupção, o dono do PDT, Carlos Lupi, ressuscitou nos comerciais do partido, na TV, o fundador Leonel Brizola, que ele havia “deletado” do pedetismo.

Briga por títulos
A bancada do PT na Câmara tenta emplacar o deputado José Guimarães (CE) na liderança do governo no Congresso em lugar de José Pimentel (CE), que ambiciona a liderança do PT no Senado.

Dança das cadeiras
Após ocupar o lugar de Helena Chagas na Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o novo ministro Thomas Traumann deverá trocar o secretário de imprensa, José Ramos, e seu adjunto Ênio Vieira. 

Reforma ministerial
Diante de frenesi no PMDB, Michel Temer reuniu no Jaburu no domingo: ministro Moreira Franco (Aviação) e senadores Romero Jucá, Eduardo Braga, Renan Calheiros e  Eunicio Oliveira.  

Despedida
O suplente Sérgio de Souza (PMDB-PR) fez questão de comparecer ontem a sua última sessão como parlamentar em 2014: a petista Gleisi Hoffmann, que deixou Casa Civil, reassumirá sua cadeira no Senado.

Pensando bem…
…além dos três empossados ontem, Dilma terá um super-ministro oculto: Rolando Lero, para empurrar o governo com a barriga.

PODER SEM PUDOR

A graça de xingar

 Robson Marinho era prefeito de São José dos Campos (SP) e estava num clube quando, de repente, um homem começou a gritar para ele: “Ladrão! Ladrão!” Marinho reagiu também gritos: “Ladrão! Ladrão!” Um assessor do prefeito não se conteve e aplicou um corretivo no provocador. Mas, para sua surpresa, em vez de elogios, tomou uma bronca do chefe:
– Como você pôde fazer isso com o meu melhor parceiro de truco?!
Quem conhece, sabe: a graça do truco – aliás, o jogo favorito de Lula, na intimidade – é blefar e xingar o adversário.

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