Pular para o conteúdo

Sem retrocesso

Nesses tempos conturbados de manifestações estridentes, a sociedade precisa aguçar sua capacidade de discernimento para  saber distinguir o que é legítimo e democrático do que vem se constituindo em atos de provocação, vandalismo e até mesmo banditismo.

Como se assistiu na semana que passou, no meio de uma dessas manifestações um cinegrafista de uma rede de televisão, um pai de família, um profissional que estava trabalhando, foi atingido por um rojão e acabou morrendo.

Na apuração que se fez, o rojão foi disparado por um jovem, que confessou ter sido aliciado e pago por grupos e já se fala até por alguns partidos políticos que vêm se aproveitando de manifestações legítimas para seus intentos.

Por mais que alguns segmentos tentem justificar e minimizar este e outros episódios, não há como contestar. Trata-se de um crime e não apenas um “acidente lamentável”, como alguns chegaram a sugerir, e como tal deve ser tratado e punido com o rigor da lei. É assim que deve ser no Estado Democrático de Direito.

Depois de trinta anos de ditadura, a sociedade não pode aceitar e tolerar retrocessos de grupelhos que não representam nada.