Geraldo Pereira diz criação de cargos comissionados pode ser uma saída para 11 mil e Gilberto Diniz ironiza

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 O líder do Partido dos Trabalhadores na Aleac, deputado Geraldo Pereira, defendeu a permanência dos mais de 3 mil servidores ameaçados de demissão pela decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal que julgou inconstitucional o ingresso deles no serviço público sem a realização de concurso público.

 O parlamentar sugeriu como medida, caso haja determinação final para que se efetuem as demissões que se criem cargos comissionados para que garantam a permanência deles na administração pública tendo em vista que muitos deles já possível 25 anos de serviços prestados ao Estado e sem condições de participarem de um novo certame para ingresso na carreira pública.

“Que criemos cargos comissionados para garantir a permanência de todos. A Constituição Federal não diz se tem que ter 20 ou 200 cargos comissionados. Utilizaremos todos os meios que podemos para assegurar as suas aposentadorias. Temos que ver todas as possibilidades”, disse o líder petista.

 Ele acrescentou que o governador Tião Viana (PT) não tem medido esforços para buscar uma saída plausível para o impasse. “O governador vai usar de toda a sua força para mantê-los no emprego”.

 As declarações de Pereira foram duramente contestadas pelo deputado Gilberto Diniz (PT do B). O parlamentar disse a ideia de Geraldo Pereira em criar mais cargos comissionados não passa de mais uma “articulação do PT  para apadrinhar seus aliados políticos”.

“O PT quer criar cargos para trabalhar nas eleições. O PT não faz nada. Isso vai atender apenas a clientela do PT. Eu tenho certeza que o maior beneficiado disso é o governo”, reforçou o oposicionista.

 O líder do governo na Casa, deputado Astério Moreira (PEN), em tom ameno, disse que 2014 é um ano eleitoral e por isso as calúnias, injúrias e difamações ocorrerão em maior número. Ressaltou, ainda, que a Aleac é uma Casa Legislativa, mas também política.

“Esse é um ano de muita calúnia, injúria. Todo ano é uma série de denúncias. Eu me preocupo muito. Eu quero dizer que é preciso cuidado”, salientou o deputado pedindo cautela nos discursos.

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