Vaginismo: os parceiros podem ajudar na cura com a adoção de preliminares bem caprichadas

O vaginismo é uma disfunção onde existem espasmos involuntários da vagina durante tentativas de intercurso sexual, se constituindo em um distúrbio grave. Não se sabe ao certo o número exato de mulheres que apresentam esse problema, mas felizmente ele não é tão comum.

Alguns autores acreditam que essa disfunção geralmente acomete mulheres de boa situação econômica, com um nível intelectual elevado e com dificuldades de intimidade. Suas características são: originar um círculo vicioso que vai da ansiedade, a tensão e a dor, voltando para a ansiedade, tensão, dor e assim por diante.

TIPOS DE VAGINISMO
A maioria dos especialistas divide o vaginismo em dois tipos: o primário e secundário, descritos a seguir:

É considerado vaginismo primário que aquele em que nunca, em nenhum momento, uma mulher conseguiu ter relação sexual sem sentir dor;

O tipo secundário é aquele que ocorre depois de a mulher experimentar várias relações sexuais prazerosas e posteriormente o apresenta, sendo que geralmente o distúrbio é desencadeado por um parto, uma cirurgia, ou até mesmo a menopausa.

Outros autores acrescentam um terceiro tipo, o vaginismo situacional, que é aquele que acontece, na presença de algum fator precipitante, como por exemplo, tipo de objeto a ser penetrado; determinado parceiro; e ainda o ambiente onde ocorre o ato sexual.

SINTOMAS
Conforme assevera Correia (2014) os principais sintomas do vaginismo são: dificuldade ou impossibilidade de penetração vaginal durante o sexo e, a dor vaginal que ocorre durante a relação sexual ou na tentativa de um exame pélvico.

TRATAMENTO
Comumente é o ginecologista que percebe o problema da sua paciente por ocasião do exame ginecológico. A partir daí inicia-se todo um processo até chegar-se ao tratamento, o qual de acordo com Alcides (2014) é multiprofissional e envolve as áreas de ginecologia, psicologia, sexologia e fisioterapia, como dito a seguir:

a) Os ginecologistas trabalham com a técnica de dessensibilização que consiste em “expor a mulher gradativamente à situação de penetração vaginal com o uso do dedo ou de cones específicos para o tratamento”. Com essa técnica o ginecologista também age ajudando mulher a diminuir as fantasias de se sentir dilacerada quando têm relações sexuais;

b) Os terapeutas sexuais avaliam se há necessidade ou não de uso de medicamentos, além de preparar o emocional da paciente para enfrentar o tratamento de dessensibilização;

c) Os psicólogos trabalham com os casos onde há conflitos emocionais moderados a graves, a exemplo do abuso sexual na infância. Compreende sessões de psicoterapias em que a paciente é convidada a falar tudo que lhe vem à cabeça;

d) A fisioterapia também contribui ajudando na maioria dos casos, pela utilização de exercícios para assoalho pélvico, terapia manual, entre outros recursos.

ATENÇÃO HOMENS!
No sentido de ajudar a mulher a dar uma virada no quadro, Rios (2014) indica que alguns cuidados domiciliares que podem muito bem ser adotados e diz que:

“Quando a mulher tiver relação sexual, é importante um preparo prévio do corpo para a penetração, com banho de assento quente para o relaxamento muscular, os exercícios pélvicos para conscientização perineal”.

Rios (2014) ainda acrescenta que os parceiros, podem contribuir sobremaneira com o tratamento, ajudando sua mulher através da adoção de um sistema de “preliminares bem caprichadas para lubrificação vaginal”.

ATENÇÃO MULHERES!
* O vaginismo não melhora sozinho, ao contrário, ele exige tratamento e quanto antes for iniciado mais rápido ocorrerá à relação sexual sem dor;

* Não tenha relação sexual se estiver sentindo dor sexual e procure ajuda médica, pois ficar sentindo dor só piora a situação;

* O tratamento do vaginismo deve ser feito sob a orientação de um terapeuta sexual ou do médico ginecologista.

CONCLUINDO…
Correia (2014) assinala que a realização de exercícios de dilatação vaginal com o uso de dilatadores plásticos é recomendável no tratamento do vaginismo, o qual deve envolver o parceiro, além de incluir contatos mais íntimos gradativamente, culminando na relação sexual.

* Terezinha de Freitas Ferreira  é doutora em enfermagem pela Universidade de São Paulo – USP. Professora associada do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto – Ufac. Consultora Editorial da Revista Brasileira em Promoção da Saúde da Unifor e Revista de Saúde.com, da Uesb.

INTERINAS:
* Daiana de Freitas Ferreira é enfermeira graduada pela União Educacional do Norte – Uninorte. Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Centro Universitário Mauricio de Nassau.

* Daniela de Freitas Ferreira é fisioterapeuta. Especialista em Traumatologia Osteo-Articular pelo Centro Universitário Claretiano de São Paulo – Ceuclar. Trabalha na Fundação Hospital Estadual do Acre.

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