Política local 01/03/2014

“Se perderes a crença, nada mais podes perder”.
 (Pubilius Syrus)

Terra de ninguém
O reduto do candidato a senador Gladson Cameli (PP) é o Juruá. O da candidata do PCdoB ao Senado é a Capital. Só que, é mais difícil a comunista crescer nos municípios do Juruá, onde Cameli é forte, que ele crescer em Rio Branco, por dois aspectos políticos simples. O Juruá é um colégio eleitoral mais fechado em torno dele. E os votos da Capital são terra de ninguém.

Costurar é essencial
Candidatura majoritária não basta apenas ser lançada. O seu sucesso está muito ligado à habilidade do candidato, seu poder de fazer alia-dos e de quebrar arestas, sem isso é buraco.

Negar, até Pedro negou!
O sonho do Márcio Bittar (PSDB) nunca foi a disputa do governo, mas o Senado. Se tivesse uma brecha pulava fora do barco. Não adianta negar. Pedro não negou conhecer Jesus três vezes?

E muito menos
E muito menos pode negar o que já disse mais de uma vez a seus interlocutores, de que sem o PMDB na sua coligação não há como disputar o governo. Para a platéia ele diz o contrário.

Só Jesus Cristo
O senador Petecão (PSD) tem uma definição feliz para a família Hassem: “só quem vai saber de que lado os Hassem estão, em Epitaciolândia, é Jesus Cristo, e aos 44 do segundo tempo”.

São divertidos
Uma coisa ninguém tira dos Hassem, são divertidos: já falei com seis candidatos a deputado estadual e todos jurando que receberam apoio do prefeito André e do pai Luizinho Hassem.

Espatifou a casa de louça
Estavam todos comportados na reunião do PMDB para discutir um nome para vice de Márcio Bittar (PSDB). Veio o Vagner Sales e espatifou a casa de louça: “sou candidato ao governo”.

Água na fervura
Foi como colocar água na fervura. O prefeito Vagner Sales mais uma vez deu um breque na ala que luta para transformar  o PMDB num mero partido de aluguel e fantoche do PSDB.

Soltando fumaça
Quem saiu da reunião soltando fumaça pelo nariz com a decisão de Vagner Sales em manter a candidatura foi o ex-prefeito Aldemir Lopes, uma espécie de estafeta do Bittar no PMDB.

Em qualquer hipótese
Quem me ligou ontem foi o deputado federal Gladson Cameli (PP) para dizer que, seja qual for o candidato ou candidatos da oposição ao governo, ele disputará o Senado.

Medida inteligente
Descolar sua imagem de uma candidatura específica da oposição ao governo, tratar mais da sua campanha ao Senado, é o caminho mais certo para o Gladson Cameli (PP), ou se complica.

Adiantou a basófia?
A coluna só publica quando checa suas fontes. Dei ontem que Henrique Afonso (PV) seria o vice de Tião Bocalom (PSDB). Os tucanos correram a desmentir. Hoje, reconheceram a perda.

Assino embaixo
E vou cantar mais uma pedra. Se o Vagner Sales (PMDB) levar mesmo a sua candidatura ao governo para as ruas, o Márcio Bittar (PSDB) não disputará o governo. Paredes têm ouvidos.

Matemática esquisita
A presidente do PV, Shirley Torres, acusa o PMDB de “estar a serviço do PT”. Ela acha que o nanico PV é mais importante que o PMDB e por isso indicaria o vice do Bittar? Acorda, Shirley!

Porque hoje é carnaval
Para quem é de carnaval, Viva o Zé Pereira! Viva o Momo! E para quem não gosta de carnaval aleluia! aleluia!

Caba sem ferrão
Quando dei no ano passado ser mais fácil eu ser da seleção brasileira que a oposição ter nome único ao governo, as viúvas da oposição disseram que eu queria desunir. E agora, seu Zé?

Seguro no pincel
O candidato ao governo, Tião Bocalom (DEM), com esta decisão de ter o Henrique Afonso (PV) de vice, deixou o senador Sérgio Petecão (PSD) seguro no pincel: vamos saber agora se era bafo ou não do Petecão que sua candidatura ao governo era irreversível. O certo é que ele levou um xeque-mate. Ficou tonto. Em política, a esperteza às vezes cresce e devora o dono.  Três caminhos: resta ao Petecão disputar o governo, apoiar o Vagner Sales ou o Tião Bocalom.

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