Liberalismo acreano

O isolamento do Acre imposto pela cheia do Rio Madeira expôs nossas fragilidades no setor produtivo, mas evidenciou uma fortaleza no campo político. A importação de gêneros alimentícios básicos, é claro, incomoda a todos: qualquer gestor público se perturba com essa situação.

O ideal é que fôssemos um lugar autossuficiente em tudo. Mas, as coisas não são assim e não se resolve um século de ineficácia da gestão pública em duas décadas de trabalho. É preciso teimar na ampliação da base produtiva. Não há mágica. É insistir, investir e colher. Não tem outra sequência.

O que o isolamento nos mostra também é a grande capacidade de operacionalização da equipe de Tião Viana, fundamentada em sua credibilidade política e na capacidade de liderar. É inegável. Não fosse isso, já estaríamos com filas em postos e gôndolas vazias.

Outra lição: o isolamento com relação ao Brasil parece construir novas bases para a integração econômica com o Peru. Agora, vai. A importação de hortifrutigranjeiros, cimento e trigo abre novas referências pela Interoceânica. O “laissez-faire” por aqui, vem com sotaque castelhano: com o poder público cooperando, o comércio faz o resto.

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