Balsa do Abunã volta a realizar travessias de Rondônia para o Acre em percurso diferente

ALAGACAOO Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) construiu um porto alternativo para as balsas que transportam veículos entre o Acre e Rondônia. A travessia, no entanto, mudou de local e funciona em um ponto improvisado, permitindo o atracamento de apenas uma balsa por vez, em um percurso de 9,5 km, que demora em torno de três horas para ser realizado.

De acordo com a inspetora da Polícia Rodoviária Federal de Rondônia (PRF/RO), Márcia Félix, os caminhões que estavam retidos nesse ponto da estrada puderam finalmente seguir viagem, em ambos os sentidos, apesar de prosseguir o transbordamento do Rio Madeira, que na tarde de ontem, 5, marcava 18,83 metros. Esta já é considerada a maior cheia em 100 anos, desde que a estrada BR-364 foi construída.

“O alagamento segue em diversos trechos da BR-364. Em Jacy-Paraná existe uma cratera que já preocupa. Ainda assim, os caminhões seguem o percurso, auxiliados por vários órgãos como a PRF, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e o DNIT”, alega.

Em razão da Cheia do Rio Madeira, produtos de uso diário como gás de cozinha e gasolina começam a faltar em alguns pontos de Rio Branco. Nesta quarta-feira, dezenas de pessoas formavam uma fila na sede da Fogás para realizar a troca da botija.

O professor João Júlio Lima conta que procurou fazer a compra em todo o Calafate, porém, sem sucesso. “Estou com medo de precisar cozinhar no fogão à lenha. Por isso, estou comprando a botija de 13 kg, que dura em média 40 dias. Espero que nesse período tudo se normalize”, afirma.

A aposentada Maria da Conceição dos Santos também não conseguiu encontrar botijas cheias no bairro João Eduardo, onde mora. Ela conta que procurou o material em vários locais da cidade, mas foi apenas na sede da Fogás que conseguiu concluir a maratona. “Vi nos noticiários sobre o desabastecimento. Para quem mora em apartamento como eu, torna-se difícil optar pelo fogão à lenha. Vivo em Rio Branco há 18 anos e essa é a primeira vez que presencio algo assim”, declara.

Preocupado com o fato dessa situação se estender, o autônomo Francisco Irineu da Silva, do bairro Boa União, aproveitou o dia para levar as botijas de 13 kg e a de 8 kg no posto de abastecimento. Em casa ele só precisa de uma delas, mas como está apreensivo, prefere não se arriscar. “As revendedoras estão quase todas secas e o Rio Madeira ainda está enchendo. Como precaução, minha família já está evitando usar o forno, a fim de economizar”.

Um funcionário da empresa alertou que as vendas foram reduzidas, pois assim como o autônomo Francisco, muitas pessoas queriam fazer estoques, o que acabaria provocando um verdadeiro desabastecimento. A fim de evitar isso, cada cliente que chega ao local só pode fazer uma troca de botija.

De acordo com a assessoria do governo, representantes das distribuidoras informaram que o abastecimento deve ser normalizado nesta sexta-feira, 7. A Fogás irá receber 450 toneladas de gás de cozinha, enquanto que a Amazongás espera receber mais de 100 toneladas do produto. (Foto: Josenir Melo)

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