Capixaba, Brasiléia, Acrelândia e Sena correm risco de surto de dengue no Acre, aponta o Liraa 2014

O Ministério da Saúde (MS) divulgou na manhã de ontem a nova edição do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti, o Liraa, maior estudo sobre os riscos da dengue do país. O Brasil apresentou uma redução de 80% nas notificações de casos da doença, no 1º bimestre deste ano. No Acre, a dengue segue em queda vertiginosa dos casos. Mas isso não é motivo para descuidar dos cuidados preventivos contra o mosquito (vetor) da doença.

E quem tem mesmo que redobrar os esforços contra a dengue são as populações de quatro municípios acreanos: Acrelândia, Brasiléia, Capixaba e Sena Madureira. Nestes quatro locais, o Liraa (ou Mapa da Dengue) indicou um índice de alto risco da doença. O maior risco ficou com Capixaba, com um índice de 13,7 no Liraa, seguida de Brasiléia, com 12,2. Na sequência, Sena e Acrelândia ficaram com situações de riscos menores, com nota 6,0 e 6,2, respectivamente.

Em todo país, há outras 317 cidades na mesma situação dos 4 municípios acreanos. O fato de Brasiléia ter um alto risco da doença ganha contornos maiores de preocupação devido a cidade ser a que abriga os refugiados do Haiti no Estado. Deve haver uma mobilização integrada com os haitianos para que a cidade não venha a sofrer um surto de dengue nos próximos meses.

Das localidades que aparecem no Liraa em ‘situação de alerta’, o Brasil tem 725 cidades. Entre elas, 6 são acreanas: Epitaciolândia (índice de infestação predial, ou IIP, de 3,9); Cruzeiro do Sul (3,7, o que vem a confirmar as recentes notificações na cidade, que antes não tinha casos); Plácido de Castro (3,6); Xapuri (2,8); Senador Guio-mard (1,4) e Porto Acre (1,1).

Tarauacá (com índice de infestação em 0,0), Feijó (0,3) e Bujari (0,5) são as 3 cidades acreanas que figuras entre os lugares com resultados satisfatórios. As demais cidades do Estado, incluindo Rio Branco (que em anos anteriores sempre estava entre as cidades em situação de risco), estão fora de perigo de sofrer surtos da doença. Entretanto, vale ressaltar, que este bom indicativo não reduz as precauções que a população deve ter para não deixar água parada. 

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