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Consultoria do Dnit vai avaliar estragos feitos pela cheias da BR-364 em Rondônia

O Departamento Nacional de Infraestrutura de transportes (Dnit) estima que a recuperação dos trechos afetados pela cheia do Rio Madeira deverá ser de, pelo menos, R$ 200 milhões. Cerca de 90 km de pista estão comprometidos. O tráfego pela rodovia passará a ser, a partir de segunda-feira (24), através de balsas nas localidades de Jacy Paraná, Palmital e Abunã.

Através delas, os caminhões com cargas essenciais vão conseguir chegar aos municípios isolados de Rondônia e do Acre. O superintendente do Dnit, engenheiro Fabiano Cunha, explica que uma consultoria vai avaliar minuciosamente os danos causados às rodovias nas áreas alagadas para que sejam definidas as obras de recuperação.

Ao mesmo tempo, segundo ele, seguirá o trabalho de monitoramento da vazante para assegurar a pronta resposta às ações de reconstrução. Além disso, a interrupção do tráfego na BR-364 foi decidida obedecendo a critérios técnicos e visando a proteção dos usuários, confirmou ele.

Fabiano Cunha acrescentou que a paralisação é fundamental para dar garantia ao tráfego de caminhões e, também, para que seja reduzido o tempo mínimo de fechamento da via. Equipes do órgão trabalham intensivamente para que pontos identificados como ‘críticos’ passem por manutenção. “Também queremos evitar que ocorra o desabastecimento na região de Ponta do Abunã e no Acre”, esclareceu.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) explica, sobre a interrupção do tráfego na BR-364, que a decisão levou em conta que a lâmina de água sobre a pista chegou ao nível em que comprometia equipamentos eletrônicos dos caminhões. Por isso, alguns sofreram pane na estrada inundada. Foi necessária a intervenção de equipes para desobstruir a rodovia e prestar socorro aos motoristas.

Em apenas 24 horas, o Rio Madeira subiu dez centímetros e chegou ao nível de 19,44 metros na manhã deste sábado, 22, quase o dobro do aumento registrado durante toda a semana. As chuvas que persistem em cair sobre a capital rondoniense é um dos maiores agravantes para o avanço do volume do rio.