Rio Acre vai a 16,70m e abrigos públicos acolhem mais de 4 mil pessoas

Foto alagacao base

Às 18h de ontem, o nível do Rio Acre era de 16,70m. Por isso, mais de mil famílias, ultrapassando 4 mil pessoas estão abrigadas no Parque de Exposições, além de outras 55 famílias, no Ginásio Coberto. De acordo com a Defesa Civil 6.937 imóveis foram afetados com as águas somente na Capital.

Em Rio Branco, 18 bairros estão atingidos pela alagação, são eles: Seis de Agosto, Santa Teresinha, Ayrton Senna, Adalberto Aragão, Aeroporto Velho, Terminal da Cadeia Velha, Baixada da Habitasa, Base, Conjunto Jardim Tropical (Rua 10 de Junho), Boa União, Glória, Cadeia Velha, Cidade Nova, Palheiral, Bahia Velha, Triângulo Novo, Taquari e Quinze. As áreas rurais são: à jusante da cidade de Rio Branco nas comunidades do Bagaço, Extrema, Colibri, Limoeiro, Boa Água, Quixadá, Panorama, Vista Alegre, Oriente, Ramal da Judia, Cajazeira, Catuaba, Extrema II, Liberdade, Belo Jardim (ribeirinho).

Apesar da cheia, o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Gondin, informou que a tendência é de que o rio comece a apresentar vazante a partir da tarde desta quarta-feira, já que a subida ocorre de forma mais lenta em comparação com a elevação desta segunda-feira, quando o manancial subiu 14 centímetros somente no período da manhã.
“Nossa previsão é que estabilize e que amanhã à tarde comece apresentar vazante”, disse o coronel.

Enchente deixa mais de 8,2 mil alunos sem aula
Devido a cheia do Rio Acre, segundo a Secretaria Estadual de Educação mais de 12 escolas foram atingidas diretamente pelas águas, com isso, desde segunda-feira, 10, mais de 8,2 mil alunos estão sem aula em Rio Branco.

As escolas Reinaldo Pereira, Roberto Sanches Mubarac, Lourival Sombra, João Maria-no, Elias Mansour estão com as atividades completamente paradas. Já as escolas Madre Hildebranda, Terezinhas Migueis, Maria Angélica de Castro, Dr. Carlos Vasconcelos, Anita Garibaldi e Flaviano Flávio Melo estão em funcionamento, mas uma boa parte dos alunos estão nos abrigos públicos.

A SEE/AC afirma que não haverá prejuízo aos alunos, já que os dias perdidos serão repostos ao longo do ano.

A Defesa Civil Estadual disse que a cheia do Rio Acre se agravou devido ao intenso volume de chuva, nesse período. Nos primeiros dez dias do mês de março, já choveu 4% a mais do que o esperado para todo o mês, 264 mm. A média considerada histórica para o período de 30 dias era de 257,6 mm.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Gundim, a previsão é que chova ao menos até o dia 15 de março. Em janeiro, a média histórica já havia sido superada quando choveu 39,3% a mais que o esperado. (Foto: Victor Augusto)

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