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Rio Madeira: empresários acreanos vão ter prazo maior para pagar impostos de produtos

A cheia histórica e mais devastadora do Rio Madeira já soma prejuízos na estrutura da BR-364 e no bolso da população. Para amenizar os impactos e ajudar no abastecimento do Estado, o governador Tião Viana anunciou que os empresários locais terão o prazo da primeira parcela dos impostos dos produtos adquiridos nos meses de março e abril prorrogados para o dia 2 de junho.

Serão 30, 60 e 90 dias para pagar os impostos pelo que foi comprado durante o período crítico da enchente. É uma margem de apoio aos empresários, explica Tião Viana. “Eles estão tendo material e produtos retidos. Por isso, conseguimos a prorrogação da primeira parcela do ICMS de quem comprou durante este período de enchente”, relata.

Além disso, o governo discute com o BNDES uma possibilidade de ampliação do Programa Emergencial de Crédito para os Empresários. Na enchente de 2012, R$ 82 milhões foram captados. Agora, com a situação da cheia do Rio Acre e do Rio Madeira, o pedido do Estado subiu para R$ 100 milhões de crédito para o empresariado.

O trecho rodoviário afetado nos pontos de alagação já soma prejuízo de R$ 200 milhões, aponta o Dnit. No Acre, ainda não foram realizados levantamentos específicos para calcular o impacto na economia.

A empresa de transporte Roda Viva é uma das dezenas de outras que está com várias carretas retidas. Com a mudança de logística, a Fogás calcula R$ 14 milhões de prejuízo.

Os empresários da área alimentícia fecharam um contrato de mais de R$ 5,4 mil toneladas adicionais de alimentos não-perecíveis. A estimativa é de que tal quantidade dure pelos próximos 40 dias, considerados os mais críticos para a região.

A rota de comércio com o Peru também foi aberta definitivamente, após a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) liberar a circulação de veículos de carga do Acre por até 90 dias na área de fronteira e no território peruano para fazer o transporte desses produtos.

Para o diretor da Associação de Supermercados do Acre, o empresário Ádem Araújo, essa medida trará muitos benefícios. Poderemos reduzir o preço do vilão da enchente que foi o tomate. Teremos também outros produtos vindos do Peru, que são os principais: batata, cebola, alho, trigo, uva e mais alguns. O que podemos garantir é que os itens mais necessários não irão faltar. Daqui a aproximadamente 20 ou 25 dias estará chegando, na balsa, a primeira remessa, que vai reforçar os estoques e, certamente, não haverá mais problemas”, informa.