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Decisão de magistrada volta colocar Telexfree no centro das discussões na Aleac

 Dois dias antes da realização de uma audiência pública, no Acre, para discutir sobre os rumos do marketing de multinível no Brasil, pela Comissão Especial da Câmara Federal, a juíza que cuida do caso da Telexfree, Thaís Khalil, proferiu decisão de que uma nova perícia deve ser realizada para dizer se a empresa é pirâmide financeira ou não.
Pela decisão da magistrada, ficou acertado que o Estado deposite para custear a perícia o valor de R$ 500 mil no prazo de 5 dias. A notícia teve repercussão imediata no parlamento acreano.

 O deputado Moisés Diniz (PC do B) disse ser desnecessária a realização de uma nova perícia. Segundo ele, a Justiça acreana poderia utilizar a perícia feita pela Receita Federal que teve duração de 9 meses.

“Acho que a juíza devia requerer o relatório da Perícia da Receita Federal e basear sua decisão nesse laudo, de uma instituição pública, respeitável”, alertou o parlamentar.
O deputado comunista classificou a atitude da magistrada como “absurda”, o fato de imputar ao Estado o deposito de meio milhão de reais, sendo que o Estado enfrenta, neste momento uma das suas maiores crises. Moisés Diniz sugeriu que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) recorra da decisão da juíza.

“Isso é um absurdo. Que a Justiça utilize os auditores públicos. Nós estamos precisando de dinheiro. Estamos numa situação não apenas grave, mas muito grave”, comentou Moisés Diniz ao comentar o caso e alerta o momento de crise por conta da cheia do Rio Madeira.

 Outro que se manifestou favorável ao discurso de Diniz, foi o líder da oposição, na Casa, deputado Wherles Rocha (PSDB). O tucano disse temer que esse montante sugerido pela magistrada seja debitada na conta dos contribuintes acreanos. Ele teme que após a realização da perícia fique claro que a empresa não seja uma pirâmide financeira como dizem.
Mas, as opiniões contrárias não ficaram só na oposição, deputados da base como é o caso do deputado Jamil Asfury (PEN) destacou que “algumas decisões judiciais tem extrapolado os limites da coerência”. Para ele, esse meio milhão de reais resolveria o problema de muitas famílias atingidas pela cheia do Rio Acre, aqui na Capital.