Crítica ou oportunismo?

Há alguns dias uma amiga chegou a me dizer que se sentia depressiva todas as vezes que entrava nas redes sociais. O motivo pode parecer bobagem para muitos ou fraqueza para os que se intitulam de ‘oposição’, mas ela simplesmente não aguentava tanto ódio e julgamentos. Fiquei curiosa e continuei ouvindo.

O fato é que na internet existem pessoas que se sentem soberanas. O sintoma disso é notório quando se começa a nutrir a ideia de que só o ‘seu cercado’ é bonito. Então se iniciam as baixarias e, geralmente, elas circulam no meio político. Ainda mais no Acre, onde se respira, come e bebe política. Aqui todo mundo é entendido do ramo. Como um amigo costuma dizer: “terra de gente arengueira”.

Dois tipos de comportamento são detestáveis para a maioria das pessoas que conheço: as que ‘puxam o saco’ e as que só reclamam. Entendi a minha amiga no mesmo instante.

A crítica pela crítica é sinônima de insatisfação pessoal. Uma coisinha chata que se entranha nas ideias disfarçada de belas palavras. Perceba que é errado acusar uma pessoa pela escolha de um penteado, pela roupa que ela usa ou pela sua forma de digitar textos se você tem defeitos piores.

Admiro amigos que realmente são entendidos e longe de se venderem ao partido A ou B. Trabalharam pela credibilidade e são respeitados quando se manifestam em debates.

Caros, duvidem de quem pragueja algo com ferocidade. Será mesmo que é pela honra de todos? Ou será que teria vendido a sua posição?

Um dia desses fiz matéria sobre um projeto interessante, o site Ônibus Rio Branco, que possibilita que o usuário saiba, por meio da internet, onde os veículos de transporte público estão passando naquele exato momento. Um dos criadores me disse que o trabalho era apartidário e defendeu que todas as pessoas deviam fazer a sua parte para tornar esta uma cidade melhor.

Alguém pode chegar e defender que esse é o dever dos políticos escolhidos pelo povo para estarem no poder. Ótimo. Então quer dizer que o dever de cidadão acaba no momento em que vou às urnas e voto?

Não devemos pactuar ou nos calar diante de tantos erros presentes no nosso dia a dia. Todos possuem nas mãos o poder de fazer o melhor. No entanto, sou desconfiada de quem passa o dia com o corpo colado em uma cadeira fuçando escolhas do guarda-roupa de alguém ou a sua forma de trabalhar para criticar.

* Brenna Amâncio é jornalista.
E-mail: [email protected]

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