Águas de março

O planeta está passando por transformações complexas do ponto de vista do desequilíbrio ambiental causando reflexos danosos para a humanidade, na verdade é apenas a resposta acumulada ao longo das gerações até os dias atuais. Temos visto em varias partes do globo esses fenômenos devastadores que destrói cidades inteiras deixando muitas famílias sem nada “conquista de uma vida inteira se vai”,  até mesmo muitos sem vidas.

Com o aumento da população levando pessoas  ocupar espaços, inchando cidades formando verdadeiros formigueiros humanos que habita em lugares pertencentes à natureza, como encostas de rios, igarapés encostas de morros e áreas de várzeas. Em nossa região amazônica pode ser constata em in loco em todas as cidades essa batalha pela sobrevivência do homem e a natureza deixando ser vencida, mas até certo ponto.

Digamos que tudo tem limites, sabemos como a mãe natureza é forte e impiedosa, devasta quando quer. Convenhamos que tudo isso é única e exclusiva culpa dos que atacam primeiro.
Em 1997 o Acre sofreu com a maior cheia da história, águas alcançaram  17 metros e 66 centímetros alagando várias cidades do Estado, porém essa ainda não foi a pior, em 2012 outra grande cheia teve um efeito mais danoso para a população aonde as águas chegaram à medida de 17 metros e 12 centímetros.

Aqui podemos entender direitinho o reflexo do que estamos falando “Como pode em 1997 ser a maior em profundidade na medição da régua e 2012  menos na escala e ter maior dano”. Simples, a ocupação em  áreas de direito da natureza sendo ocupadas pelo homem.

O nosso Rio Acre tem sua nascente “cabeceira” no país vizinho Peru, apesar de não ser um rio largo e profundo, tornando-se cada vez mais raso por sua vez proporcionando maior  abrangência e quando enche no período de inverno amazônico fica um gigante feroz. Nessa nossa Amazônia tem extremos ao mesmo tempo; em Boa Vista o Rio Branco sofre com uma estiagem do manancial e em Rondônia a maior enchente da história, o Rio Madeira castiga o estado e o Acre pelo isolamento terrestre. A BR-364 que corta termina em Cruzeiro do Sul tem trechos na parte rondoniense inundadas isolando o Acre do resto do Brasil.

Isso é que dá, não respeita o preço vem à altura.

* Odair Leal é repórter-fotográfico da A GAZETA
[email protected]

Assuntos desta notícia


Join the Conversation