Não espere precisar para doar sangue

Tive a oportunidade de acompanhar ao longo da semana, um grupo de simpáticas acadêmicas, empenhadas no trabalho de conscientizar  pessoas sobre a importância da doação de sangue. Mas, porque existe tanta resistência em doar, seja sangue ou órgãos? Caro leitor, saiba que esse ato pode literalmente salvar vidas.

Não temos como saber se nós ou algum ente querido vai precisar de sangue, seja devido a um acidente ou mesmo doença. O fato é que o baixo estoque de sangue no Hemoacre é uma realidade e não é por falta de campanhas ou boa intenção dos profissionais que ali trabalham.

Confesso a vocês que ainda não doei sangue, mas isso vai mudar em breve. E aviso, sempre que tenho a oportunidade, a familiares sobre o desejo de doar meus órgãos, quando essa aventura chamada vida chegar ao fim. Quero poder transformar verdadeiramente a vida de quem precisa, quem muitas vezes não escolheu ter uma doença ou sofrer um acidente.

Os motivos para não doar são muitos, ou a picada da agulha dói demais ou falta tempo, enfim. Mas, nós seres humanos, fortes e inteligentes, somos capazes de fazer outras coisas que doem muito mais que uma furadinha. E a falta de tempo não deve ser justificativa para nada. Quando se quer algo verdadeiramente, o universo conspira a nosso favor.

Doar sangue é a maior expressão de solidariedade que uma pessoa pode fazer. Não me recordo de que alguma vez precisei, ou alguém da minha família precisou de sangue, mas não quero esperar a necessidade para fazer a minha parte.

Para doar sangue é necessário estar bem de saúde. Ter entre 16 e 67 anos. Pesar mais de 50 kg. Não estar em jejum e evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação. Isso é difícil? O Hemoacre fica localizado na Avenida Getúlio Vargas, 2787, próximo do Teatro Plácido de Castro (Teatrão).

Se cada um fizer a sua parte, o Hemoacre vai parar de fazer campanhas e a doação de sangue passará a ser um hábito, simples e de grande valia para a sociedade. Vamos doar? E as acadêmicas que não deixaram abater com tantos nãos recebidos, continuam a campanha, só com a força de vontade e o apoio de poucos, mas com muito entusiasmo. Meninas além da doação, o trabalho de vocês salva vidas.

Bruna Lopes é jornalista
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