Vivendo de folia e caos

Assim como diz a letra de uma música do grupo Jota Quest, a população acreana alterna os sentimentos de felicidade, ao ter conhecimento da chegada de um novo carregamento de produtos alimentícios e combustível, e de pânico ao ver as prateleiras va-zias, além do ponteiro do carro na reserva sem encontrar um posto que tenha gasolina.

Realmente, são ingredientes para o caos. Mas vamos pensar como gente grande e, não como crianças que não podem ver o biscoito preferido acabar para comprar outro. Gente, mas esse não é o momento para todo esse caos de se instalou em Rio Branco nas últimas semanas.

Eu sei que dá uma sensação ruim ao ver as prateleiras dos supermercados vazias, mas não vamos morrer de fome. Sempre existem outras opções. E sobre a gasolina, se todo motorista quiser ‘tanquear’ seu possante, vamos refletir: Quantos carros circulam na Capital? Será que mesmo com a BR-364 liberada para o trafego, teríamos combustível suficiente para tanto?

É absurdo saber que tem gente que passa a vida toda colocando R$ 20 de gasolina e nos últimos dias quer ver o ponteiro de combustível no teto. Além disso, tem gente guardando gasolina em casa. Agora me diz para quê isso?

Dessa mesma forma tem a questão do gás de cozinha. Todo mundo sabe que não é seguro estocar quatro ou cinco botijas de gás. É a potência de uma bomba atômica e não queremos nenhuma tragédia, não é mesmo?! Não estamos enfrentando o fim dos tempos.

O governo está fazendo a sua parte. E você motorista e dona de casa porque não faz a sua? Não adianta só reclamar do valor do tomate, do quilo da farinha e da dúzia de ovos. Vamos pesquisar mais, nenhum estabelecimento comercial resiste com preços salgados se não tiver clientes para vender. Pense nisso!

Vamos admitir que a situação poderia ser bem pior. Então mais uma vez, vamos dar o exemplo para o restante do Brasil de civilidade, solidariedade, paciência e bom senso. Afinal de contas, o problema só tem a dimensão que a gente quer que ele tenha.

O nível do Rio Madeira vai baixar, mas nem mesmo assim, os problemas vão ter fim. Afinal, o estado vizinho está sofrendo com um evento sem precedentes.

* Bruna Lopes é jornalista
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