Política local 04/04/2014

“As pessoas são como vizinhos: a idade azeda os maus e apura os bons”.
(Marco Túlio)

A noiva disse ‘não’
Os noivos, deputados Edvaldo Sousa (PSDC) e Eber Machado (PSDC) vestiram os ternos mais carros. Idem os padrinhos Osmir Lima e José Afonso. Quando chegaram no altar, o casamento gorou, a noiva deu o bolo, o PCdoB, através do seu tutor Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse “não” a uma coligação. Edvaldo, Eber, Afonso, Osmir deixaram a igreja com caras de Amélia.

Conversa franca
Ontem, o deputado Eber Machado (PSDC) teve uma conversa franca com o deputado Eduardo Farias (PCdoB), de forma irônica: “Dudu a candidata de vocês não precisa dos votos do PSDC”.

Líder do governo avisado
Edvaldo Sousa (PSDC) já avisou, oficialmente, ao líder do governo, deputado Astério Moreira (PSDC): “a partir de agora o PSDC vai procurar outros rumos para o Senado”.

Caso simples
Não vejo a ruptura entre PSDC e PCdoB como algo fora do mundo político: o PCdoB não quis o PSDC de aliado e como reação natural, o PSDC apoiará um candidato ao Senado da oposição.

Sem moral
E ninguém do comando da FPA terá no futuro como criticar os parlamentares e candidatos à Aleac do PSDC, se virem apoiar Gladson Cameli ou Roberto Duarte ao Senado.

Reação natural
É uma reação natural no meio político de quem é rejeitado, não é nada de outro mundo.

Falta definir
Falta definir se será candidato a deputado federal ou a esta-dual, mas é certo que o advogado Fagner Sales (PMDB), filho do prefeito Vagner Sales, será mesmo candidato nesta eleição.

Erro político
Vagner Sales é um craque na política. Sabe que a chance de vitória de Márcio Bittar é pequena. Por isso é temerário ele colocar a mulher, deputada Antonia Sales (PMDB), de vice.

Falta o fato
O deputado Wherles Rocha colhia ontem assinaturas para criar a “CPI das Bicicletas”. É uma CPI do nada, falta fato ilegal para a sua formação, a compra pelo governo não ocorreu.

E acho que não acontecerá
E acho que o governador Tião Viana não levará essa compra de bicicletas elétricas em frente. Não seria prudente, está bem popularmente, e isso seria dar uma bandeira para a oposição.

Muito mal assessorado
O prefeito de Assis Brasil, Dr. Betinho (PSDB), em recente entrevista confessou que sua prefeitura “está quebrada”. Sem novidade. O cômico foi pedir o perdão das dívidas à Dilma.

Alegação pueril
O prefeito Betinho, coitado, pensa que está governando um país. Alega para o seu pedido à presidente Dilma Rousseff, que o presidente Lula perdoou a dívida de países africanos.

É o problema
O problema do Dr. Betinho e de outros prefeitos é a falta de uma boa assessoria que diga que não podem gastar além da receita do município porque quebram a prefeitura, é elementar.

Conversa fiada
O dirigente do PSDC, Osmir Lima, diz ser “conversa fiada” que o PCdoB não aceitou se coligar com seu partido por culpa do PSDC. “É a desculpa mais esfarrapada que eu já escutei”, diz.

Não é argumento
Tenho o Geraldo Pereira (PT) entre os deputados mais preparados da Aleac. Precisa só deixar o cacoete de justificar erros do PT com erros dos governos do PSDB de São Paulo e Minas Gerais.

Não é o caminho
O deputado Luís Tchê (PDT) insiste na tese de uma “chapinha” dos chamados “nanicos” a deputado federal. Não elegerá ninguém e ainda pode tirar uma vaga do chapão do PT.

PMDB não aceita
Um dos mais importantes dirigentes do PMDB me disse ontem por telefone: “o Bestene esqueça o PP ter chapa própria a deputado federal, vai ter que se coligar conosco”.

Coisa de profissional
E completou o papo: “o Bestene pensa que está lidando com amadores? Apoio é trocado. Apoiamos o Gladson Cameli para o Senado e queremos em troca a coligação com o PP”.

Pequeno problema
Só tem um pequeno problema nesta historieta: falta combinar com os candidatos a deputado federal pelo PP, que não querem esta coligação de maneira alguma. E eles é que mandam.

PSB fechado
O PSB também está de portas fechadas para uma coligação com o PSDC. O deputado Manoel Moraes está certo. Correria o sério risco de não se reeleger se aceitasse esta coligação.

Só no 0800
O ex-prefeito Angelim deixa bem claro com quem fala pedindo apoio para deputado federal: “não tenho recursos para ajudar nenhum candidato”. Ou seja: é na base do 0800, de graça.

Saiu por cima
“É um cagado de sorte. Saiu por cima”. De importante dirigente da oposição sobre o papel desempenhado pelo governador Tião Viana na crise acontecida com a cheia do Rio Madeira.

Não soma votos
A escolha do procurador Edmar Azevedo como primeiro suplente do candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) deve ser analisada de uma maneira fria e sem paixões. Edmar é sisudo, não tem empatia popular, nunca se meteu em política, é extremamente reservado, mas, por outro lado, seu caráter reto dá a chapa uma cara de ética e moral. Mas, em termos de somar votos para ajudar a candidatura de Gladson Cameli, não somará nada. Votos não é sua praia.

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