Política local 13/04/2014

“Um pai, ainda que o mais pobre, tem sempre uma riqueza para deixar ao filho: o exemplo”.
(Trecho de Isaías 45:2)

Números da quebradeira
Nesta quebradeira das prefeituras, raro será o prefeito a chegar  ao fim do mandato com governabilidade. Vamos pegar a prefeitura de Sena Madureira: tem 10 milhões de dívidas com fornecedores, deve 2 milhões de energia elétrica e deve 5 milhões de reais ao INSS, que já bloqueou os repasses. Como é que num quadro destes uma administração poderá dar certo?

Outro exemplo
Em Epitaciolândia, o ex-prefeito José Ronaldo, caiu no conto da Liminar fajuta, de espertos advogados de fora, deixou de pagar o INSS e a bomba explodiu no prefeito André Hassem.

Como tocar?
Para piorar, o INSS inscreveu em 5 milhões de reais o município na Dívida Ativa, sequestrou R$ 212 mil da receita municipal de cerca de R$ 500 mil. Em suma: inviabilizou a prefeitura.

Só Deus sabe
E nem parcelar a dívida pode porque passou o prazo de parcelamento. Se agora em abril,  André Hassem não conseguiu o parcelamento, em maio, é meter a chave na porta.

É bom lembrar
No início do ano passado, Jorge Viana, que já foi prefeito, alertava em entrevista que se os novos prefeitos não regrassem os gastos as prefeituras iriam quebrar. Dito e feito.

Acabou a água
No próximo mês não tem mais este repasse extra. Boa parte dos prefeitos não vai pagar a folha, porque a receita será inferior aos valores. E se pagar paralisa qualquer investimento.

Caminha para isso
Só que a população não quer saber: quer obras, ruas sem buracos e sem mato e outros serviços. Assim, a maioria dos prefeitos será na eleição um estorvo aos candidatos ao governo.

Virou galhofa
O PV perdeu o respeito da opinião pública, por conta de seus dirigentes, que toda semana soltam uma versão diferente sobre onde vão ficar. A última é que podem voltar para a FPA.

Defensor maior
O petista Abrahim Farhat, o maior adversário que não fosse a Perpétua Almeida (PCdoB) a candidata ao Senado, é hoje um de seus mais ardorosos defensores dentro e fora do PT.

Vindo para campanha
A ex-deputada federal Regina Lino (PTB) está só resolvendo assuntos particulares em Brasília para se fixar no Acre e tocar sua campanha por uma das vagas da Câmara Federal.

Cota dos qualificados
Regina Lino está na pequena cota dos candidatos com qualificação que disputarão mandato.

Bancada do batom
Disputam vagas na ‘bancada do batom’ na Aleac: Maria Antonia (PROS), Eliane Sinhasique (PMDB), Antonia Sales (PMDB), Telma Chaves (PRP), Leila Galvão (PT), Toinha Vieira (PSDB) e Mailza Gomes (PSDB).

Mais perigoso
O ex-secretário José Reis, dos Pequenos Negócios, é visto pelos deputados como o mais “perigoso” da “turma do governo”: é jeitoso, fez milhares de favores e fez o sucessor.

Torcer para isso
O PCdoB deverá priorizar a reeleição do deputado Eduardo Farias. Chico Viga (PTB) tende a ficar com a segunda vaga. Nem a direção do PCdoB vê como lógico eleger mais de dois.

Sombra perigosa
Mas há uma sombra perigosa para os dois nomes acima, a candidatura à Aleac do radialista Washington Aquino (PCdoB), cuja votação é uma incógnita: pode estourar ou ser um fracasso.

Apoios importantes
O vereador Artêmio Costa (PSDC), montou uma estrutura azeitada e poderosa de campanha: Mâncio Cordeiro, Tinel Mansour.

Não tirar de tempo
Por isso é bom não dar a candidatura do Artêmio como boi morto.

Nem com escopeta na cabeça
Os candidatos a federal da oposição esqueçam a saída de Márcia Bittar  da chapa. Seu marido, o deputado federal Márcio Bittar, não tira seu nome nem com escopeta na cabeça.

Tudo menos burro
Márcio Bittar pode ser tudo, menos burro, sabe ser de alto risco a sua candidatura ao governo e quer pelo menos um mandato de deputado federal na família, com Márcia Bittar.

Não era isso
O senador Sérgio Petecão (PSD) pode até não revelar, mas, no reservado está arrasado: ser simples cabo-eleitoral do Márcio Bittar (PSDB) na campanha não estava no seu cenário.

Será mantida
Os tucanos fizeram uma roda de pressão, em Brasília, para a retirada da candidatura do Bocalom (DEM), mas, o presidente do DEM, senador Agripino Maia, foi duro: “será mantida”.

Pressão grande
O deputado Flaviano Melo (PMDB) continua exercendo uma pressão forte para que o PP venha para a coligação de federal junto com PMDB-PSDB-PSC, que precisa de legenda.

Cabo-de-guerra
Junho (mês das convenções) está próximo para saber quem vence o cabo-de-guerra. O ex-deputado José Bestene garante que não vai levar o PP ao suicídio de entrar na coligação.

Algo em comum
Márcio Bittar e Aécio Neves (ambos PSDB) parece que combinaram, patinam em números baixos em todas as aferições. Por conta disso é grande a preocupação no campo dos aliados.

Mais cara de oposição
Márcio, com dezena de partidos ao seu lado só patina e o Bocalom (DEM), com dois partidos, está em posição confortável. Explica-se: Tião Bocalom tem mais cara de oposição.

Cresce na adversidade
O governador Tião Viana tem uma característica que vai ficando marcante: cresce na adversidade. Foi assim no caso do G-7, quando mais de 600h de gravação da Polícia Federal não conseguiu detectar um único deslize seu. Saiu por cima, lhe passaram um atestado de honestidade. E agora no caso da cheia do Rio Madeira, que se não fosse a sua ação, o Acre teria vivido um caos, sem alimentos, combustível e completamente parado. Também saiu por cima da crise. Por estas e por outras é que aparece como uma popularidade sempre em alta.

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