Cistite: uma inflamação da bexiga causada pela Escherichia coli, bactéria encontrada no intestino grosso

A cistite é uma infecção e/ou inflamação na bexiga ou no trato urinário inferior. Afeta ambos os sexos em todas as faixas etárias.

A maioria dos especialistas afirma que a cistite acomete principalmente as mulheres, pois estas, diferentemente dos homens, possuem a uretra mais curta, permitindo que as bactérias cheguem mais facilmente à bexiga.
Nos homens maiores de 50 anos, a cistite pode ocorrer devido ao crescimento da próstata e consequente retenção de urina na bexiga.

A cistite tem como causa os germes, geralmente bactérias que entram na uretra e de lá seguem até alcançar a bexiga causando infecções, podendo, inclusive se espalhar para os rins.

Conforme asseveramMachado, Medeiros e Santos (2014) a bactéria mais comum causadora da cistite (85% dos casos)é a Escherichia coli, encontrada no intestino grosso.

TIPOS    
Machado, Medeiros e Santos (2014) também indicam que são dois os tipos de cistites.

O primeiro tipo é a Cistite aguda sintomática, a qual geralmente apresenta-se com os seguintes sintomas: urgência miccional (urgência para urinar), polaciúria (aumento da frequência de micções), disúria (dor no ato de urinar), sensação de queimação na uretra, dor lombar e supra púbica, hematúria terminal (sangue no final da micção) e febre ocorre raramente;

O segundo tipo é a Cistite recorrente também chamada de infecção bacteriana, que é determinada por uma série de infecções (com sintomatologia semelhante a da cistite aguda) separadas uma da outra por no mínimo 3 a 4 semanas, sendo causadas por diferentes tipos de bactérias;

SINTOMAS DA CISTITE
Alguns dos sintomas da cistite assinalados por Flehr (2012) compreendem:

* Pressão na pélvis inferior,
* Necessidade urgente de urinar,
* Dor ou ardor ao urinar,
* Urinar frequentemente durante a noite,
* Urina turva ou com sangue, e
* Odor forte da urina.

Autores advertem que, normalmente entre as pessoas da terceira idade, a alteração ou confusão mental, são o único sinal de infecção no trato urinário.

DIAGNÓSTICO
De acordo com os especialistas, o exame mais importante para diagnosticar a cistite é a urocultura com antibiograma, uma vez que ele não só identifica a bactéria, mas orienta na escolha do antibiótico mais apropriado ao tratamento.

Contudo, não deixa de ser importante a história do paciente para identificar o órgão doente. Já o exame qualitativo de urina fornecerá a quantidade de leucócitos, hemácias e densidade.

TRATAMENTO
O tratamento é feito pelo uso de antibióticos que têm por objetivo eliminar a infecção bacteriana; anti-inflamatórios e antiespasmódicos também são utilizados para controlar a dor e outros sintomas.

O uso de antibiótico para cistite não complicada em mulher dura em média três dias. Já os casos complicados devem ser tratados por mais tempo.

Algumas plantas medicinais também podem ser indicadas para o tratamento da cistite e dentre elas encontra-se a cavalinha, que pode ser consumida em forma de infusão, várias vezes ao dia.

Vale lembrar que antes de aderir a esse tipo de tratamento, o profissional da área (farmacêutico ou médico) deverá ser consultado.

Concluindo, Machado, Medeiros e Santos (2014) mencionam que “a falta de tratamento ou a inadequação deste, pode levar à cronificação da doença, promovendo complicações graves como a infecção dos rins, conhecida como pielonefrite”.

PREVENÇÃO
A prevenção da cistite se faz adotando-se as recomendações listadas por autores, como Xavier (2013), quais sejam:

1) Ter uma boa higiene íntima, lembrando sempre de se limpar de frente para trás, em direção ao ânus, para evitar a contaminação das vias urinárias por agentes infecciosos fecais;
2) Ingerir maior quantidade de líquidos para prevenir as cistites recidivantes;
3) Depois da relação sexual urinar imediatamente para ajudar a eliminar bactérias que por ventura tenham sido introduzidas durante o ato;
4) Urinar sempre que tiver vontade, ou seja, não ficar por longos períodos sem urinarpara evitar que a bactéria tenha tempo para se multiplicar;
5) Trocar regularmente as roupas íntimas para evitar o aparecimento de agentes infec-ciosos.

Outras medidas indicadas por Varella (2014) são: evitar roupas íntimas muito apertadas e/ou sintéticas e dar preferência às confecções em algodão; trocar os absorventes com maior frequência para impedir a proliferação da bactéria; e suspender o uso de fumo, bebidas alcoólicas, cafeína e temperos fortes, já que tais substâncias irritam o trato urinário.

* Terezinha de Freitas Ferreira  é doutora em enfermagem pela Universidade de São Paulo – USP. Professora associada do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto – UFAC. Consultora Editorial da Revista Brasileira em Promoção da Saúde da Unifor e Revista de Saúde.com, da Uesb.

INTERINAS
* Daiana de Freitas Ferreira é enfermeira graduada pela União Educacional do Norte – Uninorte. Especialista em Enfermagem do Trabalho pelo Centro Universitário Mauricio de Nassau do Rio Grande do Norte.

* Daniela de Freitas Ferreira é fisioterapeuta. Especialista em Traumatologia Osteo-Articular pelo Centro Universitário Claretiano de São Paulo – Ceuclar. Trabalha na Fundação Hospital Estadual do Acre – Fundhacre.

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