Política local 26/10/2014

“A democracia é uma fantasia política legitimada pela aritmética eleitoral”.
(Aragon)

Pesquisas e pesquisas
Nesta eleição apareceram pesquisas para todos os gostos. Algumas de institutos sérios e outras de institutos que servem só a interesses políticos, uma espécie de arapuca para pegar eleitor. Não discuto resultado de pesquisas. Até porque sei bem como as que são acertadas previamente são feitas. Uma coisa é certa: pesquisa fajuta sempre é desmoralizada nas urnas.

Pagar para ser enganado
Não adianta bombar números numa pesquisa. É o mesmo que pagar para ser enganado.

Posição confortável
Os números internos fechados ontem davam uma posição confortável ao Tião Viana na eleição de hoje. Tudo indica que a eleição não será apertada como dizem as cabeças da oposição.

Mais do que imaginam
Há ex-candidatos a deputado federal da oposição apoiando o PT por baixo do pano, por vingança por terem sido atropelados pelo fogo amigo, do que se possa imaginar.

Acaba tudo
Mas hoje acaba tudo. O eleitor faz um balanço do que foi a oposição no poder com todos os seus percalços e da FPA no poder com todos os seus avanços. E a partir daí o voto é soberano.

Perde a credibilidade
Sou leitor assíduo da VEJA. Considero a melhor revista do Brasil. Mas, ao antecipar a sua edição só para interferir na eleição com uma matéria contra a Dilma, tira sua credibilidade.

Não chega  aos grotões
Até a GLOBO não entrou na manobra política da VEJA. O que diminuiu o estrago que pensou que seria feito por outros órgãos repercutindo a matéria. Os grotões não lêem a VEJA.

Falta de opção
Não acho a Dilma essa coca-cola. Fez um governo razoável. O problema é que a oposição vem com um Aécio com toda pinta de um novo FHC, um estadista, mas que saiu mal do governo.

Para ficar na história
A eleição presidencial vai ficar na história. A Marina, que pintou como futura presidente, acabou como mero cabo-eleitoral do Aécio; e se este perder, ela vai ficar muito mal na fita.

Voto conhecido
Embora se diga neutra no Acre, o voto da Marina hoje deverá ser Tião Viana para governador e Aécio Neves para a presidência. A sua afinidade com a oposição, aqui, é nenhuma.

Virou de direita
Marcio Bittar (PSDB) militância no PCB. Mas, nesta campanha mudou a sua história política e pela primeira vez se apresentou como de “direita” para combater a “esquerda”.

Não comem criancinha
Pediu na campanha que o povo não vote em “comunista”. O muro de Berlim caiu, a Albânia se ocidentalizou e os comunistas do Acre não comem criancinha, no máximo picanha mal passada.

Abraçado a toda hora
Estava observando ontem o prefeito Marcus Alexandre virou uma estrela nos bairros, nas carreatas, os moradores fazem questão de tirar fotos com ele e sair de casa para saudá-lo.

Vai aos bairros
O que o torna popular é fazer obras bem feitas e pessoalmente fiscalizar o andamentos nos bairros. A população gosta quando vê um administrador sempre presente na periferia.

Jorge Viana
Conversei com o Jorge Viana sobre a eleição. É um dos que melhor faz a leitura do quadro político do Estado. Na sua avaliação a campanha fechou bem, o que é garantia de vitória.

Repetindo o primeiro turno
Aí, já é uma avaliação pessoal, Tião Viana não virá com menos de 10 mil votos de vantagem dos municípios: Senador Guiomard, Xapuri, Brasileia, Assis Brasil e Epitaciolândia.

Todos da oposição
São municípios governados pela oposição. Prefeito impopular não ajuda aliado.

Campanha reforçada
No interior, o PT reforçou a campanha em Sena Madureira, Plácido de Castro e Acrelândia, únicos municípios onde a oposição fechou na frente no primeiro turno.

No Juruá
No Juruá a tendência é de equilíbrio em Cruzeiro do Sul e o PT vencendo em Mâncio Lima, Porto Valter, Rodrigues Alves e Marechal Taumaturgo, que integram a região do Juruá.

Boa votação
Uma boa votação. Vote em quem você quiser. Mas, se lembrando: quem ganhar terá um mandato de quatro anos. E se for feita uma má escolha não terá como voltar atrás.

Horário eleitoral
No primeiro turno, o programa do Marcio Bittar (PSDB) no horário eleitoral pode ser considerado como bom. Já no segundo turno foi um desastre, insistindo em quadros piegas com pessoas sofredoras, como se isso fosse influenciar no eleitor. Os textos então foram terríveis, mal redigidos. O programa da FPA, ao contrário, se manteve bom nos  dois turnos.

Assuntos desta notícia