Política local 28/10/2014

“A vida se expande ou se encolhe de acordo com a nossa coragem”.
 (Anais Nim)

Uma vitória do carisma
A vitória do governador Tião Viana, que se registre, não foi  uma vitória do PT, mas do seu carisma. Foi uma vitória que construiu no contato direto com o eleitor. Nas centenas de vezes que foi aos municípios. Foi uma vitória das forças políticas que aglutinou ao seu redor.

Dito e confirmado
Sempre disse que o Tião Viana era favorito para ganhar a eleição. Isso me rendeu e-mails bravos, comentários negativos, mas debito na conta do contraditório e as urnas me deram razão.

O grande derrotado
O grande derrotado da eleição no segundo turno não foi nem o Marcio Bittar (PSDB), porque eleição se ganha e se perde, mas a figura do prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB).

Arrasado nas urnas
Vagner Sales tinha a mulher Antonia Sales de vice do Marcio Bittar. A máquina da prefeitura nas mãos. E perdeu em Cruzeiro do Sul e de capote em todos os municípios do Vale do Juruá.

Argumento falho
Alguém pode argumentar que  Vagner Sales elegeu a filha Jésica Sales (PMDB) deputada federal. É um argumento falho: deputado não se elege com prestígio, mas com esquema.

Disse e as urnas confirmaram
Disse por várias vezes na coluna e as urnas agora confirmaram que o fato de terem colocado a deputada Antonia Sales (PMDB) de vice não modificaria o panorama, como não modificou.

Esquema bem montado
Registre-se também que a eleição no Juruá foi bem conduzida pelo César Messias, Itamar de Sá, Marcelo Siqueira, Neto, Janete Ponce, que conseguiram triturar os esquemas da oposição.

Um fato interessante
Um fato interessante acontecido no Juruá foi que os familiares do senador eleito Gladson Cameli (PP) votaram no Tião Viana para governador, assim como muitos da oposição.

Abram alas
Não se pode falar em segundo turno sem falar no secretário Edvaldo Magalhães e seu PCdoB. Coordenaram as eleições de Feijó, Tarauacá e Jordão e deram 8 mil votos para o Tião Viana.

Votos decisivos
Essa coordenação do Edvaldo Magalhães e do PCdoB, ajudados pelo ex- prefeito de Feijó, Francimar Fernandes e o prefeito Rodrigo Damasceno, foram decisivos para a vitória do Tião.

Belo exemplo
Edvaldo Magalhães, Perpétua Almeida, Eduardo Farias, Moisés Diniz, Inácio, deputado eleito Jenilson, enfim, o PCdo B deu m um belo exemplo de engajamento político, de muita garra.

Papel decisivo
Outro que teve papel decisivo nesta eleição, na amarração de acordos políticos no interior, fazendo comícios, reuniões, foi o senador Jorge Viana (PT) e a sua equipe. Um gigante!

Fora das contas
Estavam fora das contas do PT as derrotas em Brasileia e Epitaciolândia, onde Tião Viana tinha ganhado bem. A coordenação nestes municípios se acomodou na vitória do primeiro turno.

Sapato alto
Em Brasileia, por exemplo, só quem estava direto na campanha era a deputada eleita Leila Galvão (PT). Os demais dirigentes estavam brigando para saber quem será candidato a prefeito.

Território reconquistado
Na eleição passada Tião Viana perdeu em Rio Branco. Com a coordenação da campanha pelo prefeito Marcus Alexandre ganhou nesta eleição. Na Capital qualquer eleição é FLAxFLU.

Falando de oposição
A oposição procure desculpa pela derrota na sua própria casa. Marcio era seu melhor candidato. Perderam na arrogância, em fazer campanha de baixo nível e ataques pessoais.

Não era o novo
Mesmo sendo o melhor nome que a oposição tinha Marcio Bittar não encarnava novas ideias. Já era cara manjada. Esta foi a sua terceira derrota para cargos majoritários.

Tem que parar
Marcio tem que parar de disputar cargos majoritários para não virar um Tião Bocalom.

Marketing terrível
A campanha do Marcio Bittar no horário eleitoral, no segundo turno, foi muito ruim, coisa de amador. Passaram o tempo com musiquinhas e divulgando pesquisas que sabiam ser irreais.

Ataques sem sentido
Perderam boa parte do horário eleitoral atacando um sobrinho do governador por ter sido denunciado pelo MPF no caso G-7, vendendo falsamente como se o fato fosse condenação.

Lembra peladeiros
Numa pelada de várzea, os dois times são escolhidos na hora. A oposição se assemelha. Somem do Acre e só aparecem próximo da eleição para escolher quem será candidato.

Perspectivas nada alentadoras
E para 2016, as perspectivas da oposição, em Rio Branco, não são nada alentadoras. Terão que enfrentar o prefeito Marcus Alexandre, bem avaliado, e com uma popularidade em crescente.

Outro grande derrotado
Outro grande derrotado da oposição foi Tião Bocalom. Jactava-se que ganharia no primeiro turno. Ficou longe de chegar ao segundo turno. Acabou como mero cabo-eleitoral do Bittar.

Tese despropositada
Acho uma bobagem sem tamanho dizer que Tião Viana governará um Acre dividido. A partir da sua posse será governador de todos os acreanos. E numa eleição tem os que são a favor e os que são contra. Assim não é a democracia? E se não fosse para assim ser não precisava ter disputa e seria por nomeação biônica. A eleição acabou, desçam do palanque a vida segue.

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