Política local 30/10/2014

“A política não foi feita para o improviso, mas para o profissionalismo”.
(Máxima da política mineira)

Acabou o bicho-papão
Toda eleição o “bicho-papão” de qualquer candidato ao governo pelo PT era o Juruá. Quem acompanhou a coluna lembra-se, o que sempre reiterei: Tião Viana ganharia em Cruzeiro do Sul e nos municípios da região. Alguns ranhetas contestaram. Ficaram bravos. Pois bem, veio a eleição e o resultado: Tião ganhou em Cruzeiro e em todos os municípios do Juruá.

Influência não decisiva
Também coloquei na coluna que o fato de Marcio Bittar ter a deputada Antonia Sales (PMDB) de vice não era sinônimo de vitória no Juruá. Chiaram. As urnas vieram e confirmaram.

Era óbvio
Era, como dizia Nelson Rodrigues, “óbvio ululante”: os votos que a deputada Antonia Sales daria ao Marcio Bittar seriam os mesmos que ela daria como candidata à deputada.

Estado de glória
O vice-prefeito de Cruzeiro do Sul, Mazinho Santiago, está em estado de glória, sua dissidência ajudou muito na derrota de Marcio Bittar, apoiado pelo prefeito Vagner Sales.

Votos que não foram
Os votos conseguidos pelo vice-prefeito Mazinho Santiago, em Cruzeiro do Sul, eram votos que iriam para a candidatura de Marcio Bittar (PSDB), e foram para Tião Viana.

Meta principal
O PT tem agora uma meta política principal para Cruzeiro do Sul, que seus dirigentes consideram como “prioritária”: ganhar a prefeitura do município, em 2016. E jogará pesado.

Certo da derrota
O senador eleito Gladson Cameli (PP), nas primeiras horas da manhã do domingo da eleição sentiu que a derrota era certa no Juruá. Às 10 horas deixou Cruzeiro num jatinho para Manaus.

Foi um gigante
O deputado Jonas Lima (PT) foi o responsável direto pela vitória de Tião Viana em Mâncio Lima. E foi uma vitória folgada, mesmo o prefeito Cleidson Rocha sendo do PMDB.

Votos familiares
A informação que a coluna captou em Cruzeiro do Sul foi uma confirmação do que já tinha publicado: os familiares de Gladson Cameli, em Cruzeiro do Sul, votaram no Tião Viana.

Jogou errado
Como jogou errado o Tião Bocalom (DEM)! Por ser mais agressivo na busca de votos que o candidato ao governo, Marcio Bittar, saiu derrotado no primeiro e segundo turnos.

Não é mais referência
Antes da eleição Tião Bocalom (DEM) era a grande referência eleitoral majoritária da oposição. Depois desta eleição deixou de ser, apostou errado na vitória do Marcio Bittar.

Senhor deputado!
Moisés Diniz (PCdoB) seria um bom deputado federal! Mas, deve atribuir a sua derrota na eleição à sua estratégia: entrou tarde na campanha. Deveria ter entrado mais cedo.

Degola certa
O prefeito de Capixaba, Vareda (PCdoB), deverá ser expulso do partido. É a informação que chegou à coluna. O PCdoB não vai perder nada, não foi leal e faz uma gestão muito ruim.

Exemplo político
Se tivesse que apontar um exemplo político desta eleição apontaria o secretário Edvaldo Magalhães. Foi decisivo na coordenação da vitória do PT em Feijó e Tarauacá.

Sem demérito
Sem demérito para o prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno, para o Merla e o Francimar Fernandes, em Feijó, a entrada do Edvaldo Magalhães na coordenação pesou muito.

Extrema confiança
A secretária de Saúde, Sue-ly Melo, é escolha pessoal  e da cota do governador Tião Viana, por isso que continua. E a pasta da Saúde não entra em discussão política.

Com conhecimento de causa
O secretário de Comunicação do Governo, Leonildo Rosas; a secretária de Comunicação da PMRB, Andreia Forneck, tiveram papel  político importante nos bastidores.

Líder do governo
O líder do Tião Viana no novo governo tende a ser o deputado eleito Daniel Zen (PT). É o que se mais comenta nos bastidores do petismo. É preparado. É ver se ele agüenta o tranco.

Nenhum com perfil
Diferente da atual legislatura, com muitos nomes de peso, não vejo ninguém na próxima legislatura com perfil para presidente da Aleac, que não seja o deputado Ney Amorim (PT).

Quanto rancor!
Quanto rancor contra os nordestinos e com a vitória da Dilma! A beleza da democracia é que o voto do pobre do Nordeste vale o mesmo do empresário paulista.

Hora de esquecer a eleição
Quem perdeu chorou, quem ganhou comemorou. Os dirigentes da oposição vão lamber as suas feridas e só deverão aparecer no cenário político em 2016, quando acontecerá a eleição para prefeitos. A quem ganhou cabe deixar a eleição de lado e tratar de trabalhar para cumprir os compromissos de campanha. Ao fim deste mandato serão 20 anos de confiança depositada pelo povo acreano nos candidatos da FPA. Uma coisa é certa: a eleição do Acre há bastante tempo deixou de ser um exercício político para amadores. Vamos para os 20 anos e a oposição não aprendeu isso.

Assuntos desta notícia