Política nacional 24/10/2014

“[Estou pensando] no Brasil todo”.
Lindinalva Silva, irmã de Lula, ao declarar apoio ao tucano Aécio Neves no Youtube.

Cartões corporativos em 2014: R$ 46,2 milhões
Até setembro deste ano, a conta dos cartões corporativos  do governo Dilma ultrapassou os R$ 46,2 milhões. Entre  julho e setembro, quando a campanha pela reeleição começou, a conta subiu mais de R$ 12 milhões. Só Presidência da República gastou mais de R$ 15,5 milhões. Outros R$ 14 milhões são escondidos sob a alegação de “sigilo”. O Ministério da Justiça, via Polícia Federal, já usou quase R$ 11 milhões.

Total que assusta
Desde janeiro de 2003, quando foi criado no primeiro ano do governo Lula, até setembro de 2014, foram gastos R$ 581 milhões com cartões.

Em ano eleitoral
Durante as eleições, o governo torrou R$ 4 milhões/mês com cartões, sem contar outubro. E só divulgou dados com dois meses de atraso.

Cuidado com o grampo
Só a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) gastou R$ 7,73 milhões com cartões corporativos. Mais que 38 dos 39 ministérios.

Primo pobre
Em meio à gastança, o gabinete do vice Michel Temer pagou despesas “sigilosas” de R$ 87 mil com cartões corporativos, de julho a setembro.

Até rivais esqueceram Rose, amiga íntima de Lula
Até mesmo adversários de Dilma Rousseff (PT) deixaram de lembrar na campanha alguns dos escândalos mais cabeludos do atual governo, envolvendo a própria Presidência da República. É o caso da ex-chefe de gabinete presidencial Rosemary Noronha, a “Rose”, amiga íntima de Lula, que sumiu do noticiário e da campanha. Ela é ré por formação de quadrilha, enriquecimento ilícito, tudo sob “segredo de Justiça”.

Olha o grampo!
Alertados por policiais federais, os principais membros do staff de Aécio Neves trocam de celular quase diariamente, tentando driblar o grampo.

Desapontamento
A estratégia de destruir reputações, na disputa com Marina e Aécio, corrói na imprensa europeia a imagem de Lula, seu principal ideólogo.

Lá, o jogo virou
Se a revista independente The Economist recomenda voto em Aécio, o também inglês Financial Times denuncia a “tática da difamação” do PT.

Chanceler Marina
Levantamento interno revelou que o Itamaraty deve votar em peso em Aécio Neves. Cansados do bullying de Dilma, os diplomatas torcem por um futuro chanceler politicamente forte, para recuperar o prestígio e autoestima da Casa. Marina Silva é o nome preferido dos diplomatas.

Medo da rebordosa
Apesar da atuação desassombrada no mensalão e das promessas de protagonismo político, o ministro aposentado Joaquim Barbosa reluta tornar público seu apoio a Aécio Neves. Parece ter medo da rebordosa.

Saiu caro para nós
Enfrentando grave pindaíba, a Polícia Federal foi buscar em seu possante jato o traficante que prendeu em Boa Vista (RR). Já que o destino final do bandido é Bogotá, o contribuinte agradeceria se a PF telefonasse à polícia de lá para vir buscar sua encomenda indesejada.

Clima eleitoral
Após recomendar voto em Aécio Neves, The Economist viu seu site ser invadido pelo clima eleitoral, com petistas e tucanos batendo boca – em inglês – sobre a mais independente publicação de economia do mundo.

Tratamento vip
A trapalhada das autoridades de saúde pública e vigilância sanitária de Brasília, que confundiram diarreia com ebola, deu ideia a segurados tão maltratados no SUS. Se disser que tem ebola, recebe tratamento vip.

Transporte pirata
A campanha de Rodrigo Rollemberg (PSB) ao governo do DF acionou a PM de Goiás e a Polícia Rodoviária Federal contra megaesquema de transporte irregular de eleitores, domingo. O esquema estaria sendo organizado pela turma de Joaquim Roriz, expert no assunto.

Mais uma parcela
A empresa pública Terracap, publicou no Diário Oficial do DF, aditivos no valor R$ 55 milhões. Segundo o governo, o dinheiro será utilizado para o pagamento de uma parcela da obra do estádio Mané Garrincha.

Irrelevância real
Sem ter muito o que fazer na vida, o príncipe Charles declarou guerra aos esquilos cinzas para salvar a espécie vermelha. Até assinou um “acordo dos esquilos” com empregados de bosques da Escócia.

Pergunta no caixa
Onde estava a Receita Federal que não via “dinheiro a jato” da corrupção pingando milhões todo dia na conta do doleiro Youssef?

PODER SEM PUDOR
Sr. Nome de Rua
Em 1918, o presidente Venceslau Brás passou o cargo ao sucessor, Rodrigues Alves, e voltou a morar em Itajubá (MG), até falecer meio século depois. Muitos anos após chegar à cidade natal, seu carro se envolveu em um acidente. Ele se certificou que as duas pessoas do outro veículo estavam bem e assumiu a responsabilidade:
– Eu pago o conserto. Procurem Venceslau Brás…
– …que número? – respondeu uma das vítimas.

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