Política nacional 25/10/2014

“A gente sabia que a delação premiada traria transtornos violentos”.
Deputado Domingos Sávio (PSDB/SP) sobre Dilma e Lula saberem que havia Petrolão.

Impeachment de Dilma já tem 575 mil assinaturas
Petição de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT)  acumulava no começo da noite desta sexta-feira (24) mais de meio milhão de assinaturas (exatas 575 mil). A petição, no site Avaaz, ganhou fôlego após revelação do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal de que Dilma e Lula sabiam do roubo na Petrobras. A PF suspeita que Youssef “lavou” R$ 10 bilhões.

Desqualificando
Em sua propaganda eleitoral na tevê, Dilma optou por desqualificar a revista Veja, que publicou a notícia, ameaçando-a de processo.

Credibilidade
Ao afirmar que Veja “não tem credibilidade”, Dilma deveria explicar por que seu governo acredita na revista: é um dos principais anunciantes.

Gatunagem
O megadoleiro Alberto Youssef era o caixa do esquema de gatunagem na Petrobras, desmantelado pela Operação Lava Jato.

BC da ladroagem
Youssef e seu “sócio” Paulo Roberto Costa comandavam uma espécie de “banco central” da corrupção, instalado em 2006, no governo Lula.

Joaquim se omite e desaponta os admiradores
Joaquim Barbosa abandonou o Supremo Tribunal Federal quando mais ele era necessário, para alegria dos mensaleiros – que já voltam para casa. Prometeu um livro revelador, e recuou. Jurou protagonismo na campanha, e se omitiu. De forma vexatória, o “juiz do Brasil” saiu do país pela porta dos fundos para estar no exterior no dia da eleição, sem assumir lado nem sob proteção da cabine indevassável da urna.

Expectativa
Admirado por grande parcela da opinião pública, Joaquim não poderia se esquivar de marcar posição, contra ou favor, Dilma ou Aécio.

Lição cívica
Joaquim Barbosa ainda tomou lição cívica de garotos como Neymar, que assumem a responsabilidade de líderes, tomando posição firme.

Nem no Twitter
Arredio a entrevistas, até porque nelas raramente se sai bem, Joaquim Barbosa emudeceu até mesmo no Twitter, onde prometeu “bombar”.

Extradição de Pizzolato
Deve ser julgado na Justiça italiana, terça (28), o pedido de extradição do pilantra Henrique Pizzolato, o mensaleiro fugitivo. O ex-diretor do Banco do Brasil está condenado a 12 anos e 7 meses de prisão.

Ensinamento
Em caso de vitória, Aécio Neves vai lembrar do avô Tancredo, mestre da bruxaria política. Quando alguém lhe cobrava uma nomeação, ele respondia: “Rapaz, diga que eu convidei e que você não aceitou…”.

Ministro Meirelles
Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles deve ser ministro da Fazenda, em eventual novo governo Dilma. A opção de Dilma é o ex-tudo Delfim Netto. Também citado, Jaques Wagner já pode escolher o gabinete que quiser, no Palácio do Planalto. Exceto o da chefa, claro.

Duas medidas
O PT cearense anda indignado com Lula, que gravou vídeo de apoio a Robinson Faria (PSD) no Rio Grande do Norte, mas não pôs os pés no Ceará para ajudar o candidato petista Camilo Santana.

Censura na marra
No Recife, ontem, e em várias cidades, falsários engravatados dizendo-se “funcionários do TRE”, recolheram exemplares de Veja nas bancas. Mas, apesar da tentativa do PT, a Justiça não impediu sua circulação.

No original
Ao ser questionado sobre a revelação do doleiro Alberto Youssef, de que ele sabia do roubo da Petrobras, disse que não lê a revista Veja. Lê somente a revista inglesa The Economist, que andou criticando.

Eles fazem o diabo
O PT intensificou o terrorismo nas redes sociais e no WhatsApp afirmando que Aécio Neves “vai acabar com Bolsa Família”, uma mentira cujo desmentido é ignorado pelos governistas.

Carta na manga
Dirigentes do PMDB garantem que o vice Michel Temer tem uma carta na manga para permanecer no comando nacional do partido, tanto na reeleição de Dilma quanto em caso de vitória de Aécio Neves.

Cabo eleitoral
Apoio do craque Neymar a Aécio Neves (PSDB) repercutiu na internet. A hashtag #AtéoNeymar bombou no Twitter, nesta sexta-feira.

PODER SEM PUDOR
Perguntas convenientes
Na campanha para governador, em 1990, o atual senador Roberto Requião concedia entrevista na TV Cidade, em Londrina (PR), quando seu assessor Waurides Brevilheri Jr entregou ao apresentador do programa, Próspero Neto, cinco perguntas a serem distribuídas aos jornalistas participantes. Perguntas que Requião queria que fossem feitas. Os jornalistas, é claro, recusaram a manipulação.
Desde então, o ex-governador paranaense mantém o hábito de atacar a imprensa que não controla.

Assuntos desta notícia